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Armando Guebuza fez um balanço positivo dos 20 anos dos acordos de Roma

  • William Mapote

Armando Guebuza no Dia da Paz em Moçambique 4 de Outubro (Foto SAPO)

Armando Guebuza no Dia da Paz em Moçambique 4 de Outubro (Foto SAPO)

Para o Chefe de Estado é preciso que cada Moçambicano se empenhe no trabalho para a criação da riqueza.

O Presidente da República apelou hoje a unidade nacional para a preservaçao da paz, consolidando o espírito dos acordos que há 20 anos acabaram com 16 anos de guerra civil.

No seu discurso alusivo a celebração do dia da paz, que hoje se assinala,Guebuza fez um balanço positivo dos 20 anos dos acordos de Roma, assinados entre a Renamo e a Frelimo, realçando o crescimento ecoómico, como um dos aspectos a considerar. Contudo reconheceu que ainda existem desafios para a sua manutenção.


“Claro que a paz também tem os seus desafios e o maior desafio é não alterar a situação da paz. A alternativa a paz não é outra se não a própria paz e por isso neste momento em que celebramos 20 anos devemos pensar em todos esses aspectos”.

Guebuza falou ainda dos desafios económicos ligados ao desenvolvimento nacional. Para o Chefe de Estado é preciso que cada Moçambicano se empenhe no trabalho para a criaçao da riqueza.

Numa alusão as descobertas que ocorrem nos sectores de hidrocarbonetos e minerais, Guebuza voltou a lançar recados para os vários sectores que defendem a distribuiçao equitativa da riqueza nacional.

“Há uma coisa que é preciso realçar. A distribuição da riqueza é distribuição da riqueza que existe e que esteja disponível. Nós hoje ainda temos um défice orçamental muito grande, Ainda temos problemas de exploração de recursos que temos, por isso o nosso esforço é criar uma capacidade nacional para explorar essas riquezas e fazermos que todo o povo possa dela beneficiar” realçou Guebuza.

As cerimónias centrais do Dia da Paz iniciaram com uma marcha popular seguida de uma deposiçao de coroa de flores no monumento aos heróis nacionais e culminou com um culto ecuménico na Praça da Paz, onde centenas de pessoas, entre dirigentes do Estado, partidos políticos, religiosos e cidadãos comuns marcaram presença.
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