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Manteiga de Amendoim ajuda a salvar pacientes seropositivos em Moçambique


Projeto de manteiga de amendoim ajudou 30 pacientes em Cabo Delgado

Projeto de manteiga de amendoim ajudou 30 pacientes em Cabo Delgado

Bárbara Ferreira Santos.

A manteiga de amendoim já foi considerada nos Estados Unidos um vilão das dietas por seu alto teor calórico.

Mas um americano usou a criatividade ao oferecer esse nutritivo alimento a pacientes que deixaram o tratamento contra o HIV/SIDA para que eles ganhassem peso e voltassem a tomar os anti-retrovirais.

Stephen Pope, fotógrafo e voluntário do Peace Corps, começou o projeto em Cabo Delgado, em Moçambique, onde aproximadamente 9% dos residentes são HIV+.

No distrito de Namuno, onde 400 pacientes abandonaram o tratamento, o projeto piloto conseguiu trazer 30 pessoas de volta.

Agora o objetivo é aumentar o projeto não só em Namuno, como em outras regiões do país.

Mais do que ajudar os pacientes a ganhar peso, a associação de nome "A saúde procura-se", da qual Stephen Pope faz parte, tem como finalidade fazer com que pessoas soropositivas voltem a tomar os medicamentos diariamente, como explica Stephen Pope.

"Muitos dos pacientes que nós apoiamos perderam muito peso quando abandonaram o tratamento. Depois de participarem do projeto, voltaram a ganhar peso, não só pela manteiga de amendoim, mas porque voltaram a se tratar", afirma Pope.

Em Namuno, uma das dificuldades para que os pacientes continuem o tratamento é o transporte. Para muitas pessoas, percorrer longas distâncias uma vez por mês para o resto da vida representa um custo financeiro alto que elas não podem arcar.

"Namuno é um grande distrito em termos de distância. Então cada pessoa que está a fazer tratamento tem que ir ao hospital uma vez por mês para sempre e muitas não têm condições de fazer isso", conta o fotógrafo.

Um dos problemas que Pope constatou foi que muitos dos voluntários da associação abandonavam os projetos porque não possuíam auxílio financeiro. Com a ajuda do americano, eles conseguiram arrecadar fundos para que esses voluntários ganhassem uma contribuição mensal e também bicicletas. É com essas bicicletas que os voluntários vão aos vilarejos buscar os pacientes que desistiram de se tratar.

"Eles começaram a ganhar um pequeno subsídio mensal e cada um ganhou uma bicicleta. Claro que essas coisas não são grandes, mas, para cada um deles, que estão abaixo da linha da pobreza, trouxeram muitos benefícios", diz Pope.

Com poucos recursos e uma grande vontade de fazer mudanças, o voluntário estendeu o seu período no país para até junho de 2016 para continuar seu trabalho. Até lá, ele quer conseguir ainda mais apoio para a luta contra o HIV em Moçambique.

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