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Manifestantes na Huíla são presos

  • Teodoro Albano

Polícia aborta manifestação na Huíla

Polícia aborta manifestação na Huíla

A polícia na Huíla deteve hoje de manhã quinze desmobilizados de guerra quando se perfilavam para manifestar-se contra o atraso no pagamento das suas pensões.

Passavam das oito da manhã. Estava tudo aposto para a manifestação. Os desmobilizados concentravam-se no local combinado. Os que chegaram mais cedo pouco mais de cem, empunhavam cartazes com vários dizeres, quando entrou em cena a polícia anti-motim equipada de meios de repressão.

a acção resultou a detenção de quinze desmobilizados de guerra que até ao momento do envio deste despacho ainda se encontravam no comando municipal da polícia do Lubango, onde devem prestar declarações. Alguns não escaparam do bastão da polícia.

Entre os detidos está o jornalista da Rádio Despertar, Sebastião da Silva, que não escapou da acção policial. O repórter disse a Voz da América que fora detido quando relatava em directo o assunto a emissora para qual trabalha.

O presidente do Fórum Independente dos Desmobilizados de Guerra de Angola, Nunes Manuel, lamentou a situação, e condenou a acção de repressão da polícia;

“Não reagiram de forma violenta não corresponderam com violência, ninguém atirou pedra apenas limitaram-se a recuar na medida que foram batidos iam recuando iam respondendo o que nós fizemos? Nós queremos apenas manifestarmos, então a manifestação é legítima é legal é de acordo com a lei, já escrevemos antecipadamente nunca nos foi dito nada…porquê que nos fazem isso? e para essas pessoas que faziam essas perguntas foram sendo detidas.”

A manifestação que visava pressionar o estado-maior general das FAA que terá prometido o envio a Huíla de uma comissão para avaliar a situação dos cerca de 16 mil desmobilizados de guerra das antigas FAPLA, tinha sido anunciada esta quinta-feira.

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