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Mandela - Moçambique: O legado de um símbolo

  • Simião Pongoane

Mandela com Graça Machel (2011)

Mandela com Graça Machel (2011)

Diplomatas, agentes económicos, académicos e jornalistas moçambicanos apelam à liderança sul-africana para garantir a preservação e a consolidação do legado de Nelson Mandela.

A maior comunidade moçambicana no estrangeiro está na África do Sul, com pelo menos um milhão de emigrantes e 43 mil trabalhadores mineiros, que contribuem com cerca de 50 milhões de dólares americanos por ano para balança de pagamento.


O Embaixador de Moçambique na África do Sul Fernando Fazenda considera que o maior desafio para os dirigentes sul-africanos depois de Nelson Mandela é manter as boas relações de amizade e cooperação entre dois povos e estados.

Mais de 60 por cento das importações de Moçambique vêm da poderosa vizinha África do Sul, que é, aliás, o maior investidor estrangeiro no país.

Os agentes económicos nacionais consideram que este nível de relações entre os dois países e povos foi alcançado graças a Nelson Mandela, considerado o pai da democracia sul-africana.

O chefe do sector privado nacional, Rogério Manuel, diz que o legado de Nelson Mandela deve ser preservado para o bem da humanidade.

O jornalista do semanário Domingo, da Sociedade Notícias, Jorge Rungo, afirma que o maior teste da liderança sul-africana será a manutenção do clima de paz dentro da África do Sul com a comunidade emigrante, evitando casos de xenofobia.

A académica Irae Lundin, do Instituto Superior de Relações Internacionais, diz que Nelson Mandela é uma figura que deixa um legado extraordinário para o seu país, para os vizinhos e para o mundo em geral.

Nelson Mandela casou-se com Graça Machel, viúva do primeiro Presidente de Moçambique.

O seu exemplo de perdão e reconciliação inspirou os moçambicanos depois do acordo geral de paz que acabou com a guerra de 16 anos entre o governo e a Renamo.
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