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A reconciliação no Mali

  • Anne Look

Ibrahim Boubacar Keita

Ibrahim Boubacar Keita

Os quase dois anos de crise no Mali devastaram o país e aprofundaram as divisões entre o norte e o sul.

O novo presidente Ibrahim Keita afirma que a sua prioridade é a reunificação do país.


O recentemente eleito presidente Ibrahim Keita comparou a tarefa que se lhe apresenta como sendo remendando o tecido social do Mali e colocando os malianos a tocar em harmonia.

Muitos malianos sustentam que o diálogo e a justiça deve anteceder a reconciliação.

A crise no Mali foi à dimensão nacional. O grupo separatista tuaregue MNLA desencadeou uma rebelião no norte em Janeiro de 2012. Soldados malianos amotinaram-se no sul, em Março e derrubaram o governo. Semanas depois, o norte caia sob o domínio de grupos militantes islâmicos.

Décadas de corrupção governamental e abuso com impunidade comprometeram o desenvolvimento e deixaram os malianos desconfiados dos políticos.

O sector militar do Mali permanece ineficaz e dividido. E o exército, os rebeldes e os militantes islamitas têm sido acusados de abusos graves.

Tropas malianas, francesas e regionais recuperaram, no início deste ano, o norte aos grupos militantes. Todavia a região essencialmente desértica está longe de estar segura e centenas de milhares de habitantes continuam deslocados.

O governo assinou, em Junho, um cessar-fogo temporário com os Tuaregues para permitir a realização de eleições, mas as tensões continuam na região nordeste de Kidal, o reduto forte dos Tuaregues.

Os Tuaregues são uma minoria no norte do Mali, e anteriores acordos de paz envolveram os rebeldes e o governo, e fracassaram.

O governo refere que vai realizar assembleias regionais a partir de Outubro, seguido de uma assembleia nacional, para escutar as reclamações de todos malianos, e não apenas dos rebeldes, antes de dar início a conversações de paz.
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