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Mali: Soumaila Cissé reconhece derrota

  • Anne Look

Soumaïla Cissé, reconheceu a derrota na segunda-volta das eleições presidenciais no Mali

Soumaïla Cissé, reconheceu a derrota na segunda-volta das eleições presidenciais no Mali

A correspondente da VOA, Anne Look, diz que um dos dois candidatos já reconheceu formalmente a derrota o que poderá facilitar o anúncio dos resultados

No Mali ainda se aguarda pelos resultados provisórios das eleições de Domingo.

O candidato Ibrahim Boubacar Keita terá ganho a segunda-volta das eleições presidenciais, mas foi o seu adversário, Soumaïla Cissé, quem esteve no centro das atenções esta Terça-feira em Bamako.

Cissé foi à casa de Keita ontem a noite, 24 horas depois do encerramento das urnas, para reconhecer a derrota e desejar sucessos ao suposto vencedor.

Resultados não oficiais mostram Boubacar Keita a frente da contagem com uma larga vantagem.

Os apoiantes de Keita ainda aguardam pela decisão do candidato para saírem rua em celebrações.

Ontem durante uma conferência de imprensa, Soumaïla Cissé continuou persistente em relação as suas desconfianças ao processo eleitoral. Contudo disse que reconheceu a derrota não por acreditar que as eleições foram transparentes, mas por amar o seu país.

“Não farei nada e não direi nada que possam enfraquecer ou por em perigo a unidade nacional. E pela consideração ao frágil estado do nosso país que os meus aliados e eu decidimos evitar a abertura de uma fase de contestação e de instabilidade. Por isso declaro solenemente aceitar os resultados que o governo vier a proclamar,” palavras de Soumaïla Cissé, durante a conferência de imprensa.

Cissé recusa assim a contestar os resultados eleitorais apesar de segundo ele ter havido sérias irregularidades, incluindo problemas de organização e ao que chamou de incidentes de enchimento de urnas.

Estas eleições que agora terminam representam uma lufada de oxigénio para o Mali depois de um ano e meio de crises políticas e militares sem precedentes. A rebelião tuaregue iniciada em Janeiro de 2102 persiste até hoje, ainda que residualmente no extremo norte do país.

Um golpe militar em Março do mesmo ano lançou o país num caos político, e agora o Mali encontra-se sob tutela de uma missão das Nações Unidas, cujos capacetes-azuis procuram estabilizar a região norte a seguir a nove meses de uma ocupação armada de grupos radicais islâmicos.
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