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Malária é a principal causa de morte na Huíla

  • Teodoro Albano

SIDA e acidentes cardio vasculares são as outras principais causas de óbitos

Os casos de SIDA rivalizam com os acidentes vasculares cerebrais (AVCs) na lista das principais doenças que ocorreram no hospital geral do Lubango, Dr. António Agostinho Neto durante os três primeiros trimestres de 2013.





Ambas as doenças são apenas superadas pela malária a enfermidade que registou mais casos no período em análise.

Das 371 consultas registadas pelo centro de aconselhamento e testagem voluntária há a salientar 76 óbitos menos cinco verificados nos AVC´s e superados pelos 157 óbitos por malária das 13. 423 consultas realizadas no maior o hospital da região.

Apesar do número de óbitos resultantes das três principais doenças, o director clínico do hospital geral do Lubango, Zola Diakussekele, salienta a tendência de diminuição de doenças em cada período em análise.

“ Conforme pode-se notar, tivemos 33 mil e tal no primeiro trimestre 31 mil no segundo trimestre e apenas 23 mil 759 doentes atendidos nas consultas quer dizer que o número de doentes foi diminuindo paulatinamente,” disse

O hospital geral do Lubango conta actualmente com 90 médicos na sua maioria expatriados.

Para superar a demanda seriam necessários mais de metade dos médicos actuais. Zola Diakussekela refere que nunca a procura de saúde pela população foi tão grande como no presente.

“ Depois da conquista da paz a população que não tinha acesso aos hospitais com a reabilitação de estradas e circulação de pessoas e bens o número de doentes aumentou, mas o aumento em termos de quadros é muito lento. Quer dizer que não conseguimos ainda corresponder satisfatoriamente as exigências, quer dizer que há mais demanda que oferta devido ao número reduzido de médicos. Lhe posso dizer que se nós falamos de 90 médicos desses cerca de 70 são estrangeiros, se temos cerca de 22 médicos nacionais a maioria são recém-formados,” disse.

Com várias áreas de especialização em funcionamento suportados por médicos oriundos de Cuba e Europa do leste, o desafio maior do hospital Dr. António Agostinho é ver aberto em 2014 o centro de hemodiálise que há cerca de dois anos vem sendo adiado num projecto liderado pelo ministério de tutela.
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