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Situação piora na época das chuvas.

Numa época em que as chuvas caem com abundância na província do Uíge, os casos de doenças respiratórias, anémicas e provocadas por águas estagnadas aumentam no Hospital Geral do Uíge.

O director clinico do Hospital Geral do Uíge David Diavanza revelou que a unidade atende uma média de 102 casos no banco de medicina, sendo a malária a doença mais frequente.

“Atendemos principalmente o paludismo, seguido de casos de hipertensão e doenças diabéticas”, enumerou Diavanza.

O números de pacientes adultos não difere também do da pediatria onde são atendidas mais de 100 crianças por dia, sendo também a malaria a patologia mais frequente, que tem ainda uma média de internamento de 25 casos diários.

“Não podemos aqui afirmar que todas as patologias são provenientes de águas estagnadas, mas há que ter em conta também a falta de higiene das pessoas e as alterações climatéricas”, esclareceu o director clínico do hospital.

A maior parte da população da sede capital da província do Uíge consome água das cacimbas e não tratada, facto que está na origem de várias doenças como diz Maria, umas das residentes ouvida pela VOA.

“O que mais nos preocupa aqui é a água das cacimbas, que consumimos sem tratamento, realmente provoca várias doenças, principalmente nesta época em que chove bastante”, disse.

De recordar que a província do Uíge beneficiou de apoio de dois projectos sociais financiados pelo Banco Mundial em 2013 que privilegiam a construção de infraestruturas para distribuição de energia elétrica e água potável, mas até agora as obras não estão concluídas.

O administrador Municipal do Uíge Altamiro Benjamin disse à VOA que estão a ser construídos de 120 quilómetros de rede de distribuição de água potável no município.

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