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Malanje desprovida de vacina anti-rábica

  • Isaías Soares

Em Cabinda os cães (e gatos) também se abatem

Em Cabinda os cães (e gatos) também se abatem

Cerca de 1.500 pessoas foram morridas por animais na via pública este ano.

O Programa Alargado de Vacinação em Malanje regista rotura de vacinas anti-rábica humana há mais de um mês, confirmou esta quarta-feira, 29, o supervisor do programa do PAV Messias Simão Natal.

O responsável, que falava num programa radiofónico da emissora oficial local sobre a “ problemática da raiva da província de Malanje,” justificou ser uma dificuldade de âmbito nacional: “temos o stock zero”.

Centenas de canídeos, felinos e símios circulam por diversas ruas da circunscrição e alguns atacam os trausentes que tomam a dose de vacina independentemente da comprovação se o animal está ou não infectado pela raiva, referiu o chefe do departamento provincial dos serviços veterinários, médico-veterinário Luis Mourão Capitia.

“As pessoas que aparecem nos nossos serviços para depois podermos emitir a guia parra ir para o PAV, (Programa Alargado de Vacinação) para a saúde para serem vacinadas são pessoas que dizem ter sido mordidas por um animal na rua", afirmou, Capita, justificando “por que não há preço de vida, a vida não tem preço, a gente emite a guia”.

O transtorno da procura é evidente, “razão pela qual vem muita gente para ser vacinada e não há capacidade de resposta, porque até este preciso momento já foram mordidas aproximadamente 1.500 pessoas” este ano.

O responsável dos serviços veterinários referiu que a raiva não é um problema que preocupa apenas os ministérios da Saúde e da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, mas todas as forças vivas da região devem estar envolvidas, a julgar pelo elevado custo das mesmas.

Cerca de sete mil animais foram vacinados até ao momento nos bairros periféricos do município de Malanje e ao nível da província a previsão é atingir mais de 20 mil animais.

A recolha de animais de rua e na rua é a medida profiláctica mais acertada para a redução e controlo da patologia na região, segundo o médico Luis Mourão Capitia.

“Os animais para ficarem na rua partem dos seus proprietários porque quem cria animais não são os serviços veterinários, nem a Administração Municipal”, clarificou, acrescentando que “os donos somos nós, todos nós, então, todos nós é que temos que ter consciência disso”.

Os cães, gatos e macacos que circulam sem os respectivos donos serão recolhidos para o canil-gatil recém inaugurado.

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