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Polícia de Malanje contra violência doméstica dentro da corporação

  • Isaías Soares

Comissário diz que polícias têm que ser bons chefe de família e bons educadores

Quem é um mau educador dos seus filhos e quem se envolve na violência doméstica não tem lugar na polícia, disse recentemente em Malanje o comissário António José Bernardo.

Noticias anteriormente divulgadas revelaram que a maioria dos casos de violência doméstica que chegam aos centros de aconselhamento da Direcção Provincial da Família e Promoção da Mulher e na sala de família do Tribunal Provincial de Malanje envolve agentes da Polícia Nacional e outros membros do Ministério do Interior.

Bernardo, também delegado do Ministério do Interior, disse numa parada policial que os infractores não merecem estar na corporação.

“Não podemos ter práticas negativas, anti-sociais”, disse, reflectindo que “um pai que não cuida do filho é anti-social, um pai que não sabe a quantas vai o filho, a que horas o filho volta para casa, com quem anda o filho, se o filho está a drogar-se ou não, é mau pai”.

Para ele, essa pessoas “não pode ser polícia, nem membro do Ministério do Interior”, referiu.

“Vamos ajudar a sociedade a desenvolver-se no sentido positivo, na criação do homem exemplar e dos angolanos que podem agarrar o barco da condução do nosso país”, acrescentou.

O também comandante provincial da Polícia Nacional disse que os comportamentos negligentes de alguns pais pertencentes ao sector da segurança e ordem interna contribuem para a criação do exército de marginais.

“Não é correcto que entre os membros do Ministério hajam pessoas que promovam a desintegração familiar e social, constituam, também, exército de delinquentes”, lamentou, questionando “que moral teremos nós, se somos nós próprios a constituir delinquentes, que moral teremos nós para combater delinquentes?”.

O gabinete de moral e cívica do Ministério do Interior em Malanje foi orientado “para acompanhar a questão e aquele elemento do Ministério do Interior, seja homem ou mulher, que abandonar infante e destruir famílias vai ser responsabilizado criminalmente”, endureceu a pressão.

Os casos de violência doméstica mais relevantes nas diferentes famílias em Malanje no ano passado foram o abandono do lar, a falta de prestação de alimentos, abortos criminais, ameaças de morte, agressão física e com arma branca e ofensas corporais, revela um relatório da direcção provincial da família e promoção da mulher.

Em 2014, das ocorrências registadas pela referida direcção, 680 foram encaminhadas para o Ministério Público e 116 para a direcção Provincial de Investigação Criminal.

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