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Governo entrega escolas em Malanja, mas Casa-Ce diz que é muito pouco

  • Isaías Soares

FNLA lamenta distorção da história

Dez escolas do I e II ciclos do ensino regular com oito salas de aula cada foram entregues hoje, 11 de Novembro, às populações do município de Malanje, dentro do programa de realizações dos 39 anos de Angola independente.

O secretário do comité provincial do MPLA para o departamento dos assuntos políticos, económicos e eleitorais Lando David Pacheco disse que o partido no poder criou as premissas para a unidade e reconciliação nacional, assim como a melhoria das condições para o bem-estar das populações.

Lando Pacheco, que apontou a reabilitação de pontes e a construção de mais infra-estruturas sociais, precisou que o programa do seu Governo está num bom caminho.

“Nesta manhã, o Governo acaba de entregar às populações vários empreendimentos, fez-se o lançamento da primeira pedra para a construção de 500 casas no sector de Quizanga, a situação ao nível da província de Malanje também está a caminhar bem”, disse aquele responsável, mencionando ainda a expansão da energia eléctrica ao bairro da Cangambo.

Em cinco dos 14 municípios da província de Malanje, nomeadamente sede, Cacuso, Quela, Cangandala, Massango e Cambundi-Catembo, foram postos à disposição dos habitantes locais salas de aula, postos de saúde, esquadras policiais, residências para enfermeiros e professores, mercados municipais, centros comunitários, sistemas de captação e distribuição de água e biblioteca com internet.

Entretanto, o secretário-executivo da Casa-CE Carlos Xavier Luís Lucas referiu que, apesar dos 39 anos de independência, o actual Governo não está a cumprir os ideias que levaram os nacionalistas a concretizar o sonho da liberdade.

“Em Malanje falta emprego, falta assistência médica”, disse, justificando que das visitas realizadas no interior da região encontràmos às vezes os hospitais muito bem construídos, postos médicos muito bem construídos, mas não há enfermeiros, quando há enfermeiros os fármacos não existem”.

“Aqui mesmo na cidade capital temos o nosso imponente hospital que do ponto de vista da infra-estrutura é de per si convidativa, mas os serviços estão aquém dos 39 anos de independência”, lamentou Lucas.

O segundo secretário para os assuntos sociais do comité central cessante da FNLA Simba Matuvanga considerou que os angolanos desconhecem a real história de Angola.

Os militares das ex-Elna estão abandonados e por isso, “devemos falar do Holden Roberto que foi o homem que fez a proposta desta data que comemoramos hoje, 11 de Novembro e falamos de Agostinho Neto e posteriormente de Jonas Savimbi”.

Matuvanga concluiu dizendo que “dos nossos antigos combatentes dois ou três por cento é que beneficiam deste país”.

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