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Malanje: Estudantes de agricultura apostam em produções de derivados

  • Isaías Soares

Instituo Médio Agrário de Malanje, Angola

Instituo Médio Agrário de Malanje, Angola

O Instituto Médio Agrário de Malanje (IMAM), a 12 quilómetros a norte da capital provincial, pode aumentar a partir deste ano a produção de derivados de produtos agrícolas cultivados no campo experimental da escola.

No terceiro trimestre de cada ano lectivo, os estudantes estagiários do curso de produção vegetal transformam tomate, cebola, alface, pimenta e outras hortaliças em subprodutos.

Com 11 hectares de terra arável para culturas agrícolas, dos quais cinco utilizados na época chuvosa, a produção de massa de tomate, picles e outras conservas poderá ser aumentada com a implementação do protocolo de cooperação assinado no ano passado com a Sociedade de Desenvolvimento do Pólo Agro-industrial de Capanda, nos domínios de formação e treinamento dos estudantes finalistas.

O governador de Malanje Norberto Fernandes dos Santos esteve nesta terça-feira, 11, na escola e disse que Executivo vai apoiar a iniciativa dos estudantes da instituição.

“Por quê não produzem para pôr, também no mercado? Para vocês e para o mercado?”, questionou o governante que vai oferecer “sementes para aumentar aqui o cultivo, vou preparar uma excursão para todos sem excepção”,.

Os estudantes da 13ª classe vão interagir com os processos de produção de açúcar na Biocom, em Cacuso de criação de peixe, em Laúca, no Kwanza-Norte.

A formação de técnicos com qualidade é uma das apostas da instituição que enfrenta alguma dificuldade para a realização das aulas práticas, como referiu o subdirector pedagógico do IMAM.

GabrielSimoli reafirmou que “existe carência de algumas práticas, principalmente no curso de construção civil em virtude de o contexto económico da situação que a intuição vive muitas práticas não são passíveis de serem realizadas”.

Com 822 estudantes nos cursos de produção vegetal, gestão agrária e electricidade no presente ano lectivo, o IMAM funciona há mais de cinco anos depois da sua destruição total durante o conflito armado angolano.

A população estudantil acredita que o governo de Malanje vai ajudar a minorar as dificuldades para melhorar a qualidade de ensino.

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