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Malanje sem fundos necessários para os seus investimentos

  • Isaías Soares

A fazer contas. Rui Ramos director do Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística de Malanje

A fazer contas. Rui Ramos director do Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística de Malanje

Governo provincial pede ajuda ás autoridades centrais. Educação, habitação e energia são principais gastos orçamentais

A PROVÍNCIA DE Malanje vai ter que protelar alguns dos seus projectos porque o seu orçamento não tem fundos suficientes para cobriar as despesas.




Mais de 14, 2 biliões de kwanzas é o valor da proposta de programa de despesas públicas de desenvolvimento da província de Malanje referente ao ano de 2013.

O documento aprovado recentemente na reunião extraordinária do governo provincial local, sob orientação do governador Norberto dos Santos que congrega um tecto orçamental provisório de 12, 1 biliões de kwanzas foi considerado irrisório para a execução das acções programadas.

Um comunicado lido no final da reunião afirma que as autoridades provinciais solicitaram “às estruturas centrais competentes recursos financeiros adicionais”.


O director do Gabinete de Estudo Planeamento e Estatística do governo de Malanje, Rui Ramos que apresentou, igualmente, a proposta aos membros do Conselho Provincial de Auscultação e Concertação Social, precisou que algumas acções preconizadas para o próximo ano poderão ser retiradas.

“Aquilo que nós solicitamos que se inscrevesse para 2013 atinge um tecto de 14 biliões e 255 milhões de kwanzas, já temos aqui um desvio para mais de dois biliões e 71 milhões de kwanzas,,” disse, acrescentado que o governo terá que adiar acções incluídas na proposta orçamental inicial.

O sector da educação que encabeça a lista poderá consumir perto de três mil milhões de kwanzas em projectos de reabilitação, construção e apetrechamento de espaços escolares, de seguida vem a área da habitação mais de dois biliões e 300 milhões, a energia ocupa a terceira posição com cerca de dois biliões e a saúde aproxima-se igualmente a fasquia de dois biliões.

Rui Ramos garantiu que a aquisição a curto prazo de centrais térmicas com potência de 20 megawatts para suprir o défice no fornecimento de energia eléctrica a partir da barragem de Capanda de 10 megawatts, a cerca de 150 quilómetros a sudoeste de Malanje, é a aposta do governo da região.

O responsável reafirmou que o mesmo não altera outras acções legadas a expansão da rede eléctrica.

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