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UNITA diz que MPLA está a recolher cartões de eleitor em Malanje

  • Isaías Soares

Secretário provincial da UNITA em Malanje António Pedro Magalhães

Secretário provincial da UNITA em Malanje António Pedro Magalhães

Objectivo é preparar fraude eleitoral, acusa dirigente provincial do Galo Negro

O Secretário Provincial da UNITA em Malanje, António Pedro Magalhães precisou esta terça-feira que o partido maioritário lançou em todos os municípios da região uma campanha de recolha de cartões de eleitores.

Na opinião daquele responsável a medida visa a preparação da fraude eleitoral, numa altura em que são discordantes os discursos sobre a realização este ano ou em 2015 das primeiras eleições autárquicas em Angola.


Magalhães disse que a representantes da UNITA nos municípios denunciaram a campanha: No sábado enviámos uma delegação à comuna de Caribo, município de Cangandala, no sector do Ngio, onde mais de 200 pessoas denunciaram a recolha dos seus cartões”, garantiu, afirmando que “actividade idêntica está a decorrer no município de Quirima”.

De acordo com as suas declarações, e citando o emissário naquela municipalidade “haviam sido comunicados da vinda de uma suposta equipa do Distrito de Recrutamento e Mobilização do CRM para contacto com os ex-militares e pensamos também que o propósito é mais ou menos esse”.

O responsável da Unita na província disse ainda que, da avaliação que fez, pode-se pode-se dizer que se trata "do início de preparação de uma possível fraude nas próximas eleições”.

António Pedro Magalhães admite que a referida campanha de recolha dos cartões posssa dispersar os cartões eleitorais com a consequente transferência de eleitores de uma região para outra no momento certo ou dificultar o direito de voto nas urnas.

Por seu lado, o responsável máximo do MPLA na região, Norberto Fernandes dos Santos “Kwata Kanawa” que falava recentemente durante um comício de massas realizado no bairro da Carreira de Tiro, disse que a oposição tenta manchar o nome do partido no poder e do seu presidente.

O político encorajou os militantes a continuarem a trabalhar para a unidade nacional como um dos baluartes da sua criação. “Há tanta calúnia contra nós, contra os dirigentes, contra o próprio presidente da República, mas ninguém vai separar o MPLA, e isso é que o MPLA tem essas palavras de ordem, de Cabinda ao Cunene, um só povo e uma só Nação”, concluiu.
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