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Malange prepara centro de quarentena para suspeitos e doentes de ébola

  • Isaías Soares

Angola Malanje Hospital geral

Angola Malanje Hospital geral

Comissão Provincial de Protecção Civil visita nos próximos dias os municípios fronteiriços e áreas de fácil acesso de estrangeiros.

O centro de quarentena para o atendimento de casos suspeitos e confirmados da ébola no município de Malanje estará localizado no bairro da Cahala, a 50 metros da estrada em direcção ao sector de Quibinda.

A área estará preparada para atender doentes de baixo risco, com a realização de exames de diagnóstico diferencial e para pacientes de risco moderado e de alto risco que, depois de isolados, são submetidos aos exames de diagnóstico diferencial.

A directora provincial de Saúde Lazina Vera Cruz referiu que após as fases de sensibilização e informação da população sobre a existência da doença do ébola e a divulgação das medidas preventivas, agora é o momento para a criação dos centros de quarentena na cidade de Malanje e nos municípios fronteiriços.

“Nós estamos a trabalhar no sentido de criarmos já as áreas de quarentena nas zonas fronteiriças, também já foi identificado o local de quarentena para os possíveis casos de isolamento”, disse a médica indicando “a área no lado da Cahala, acabada de ser preparada que devido o grau de contágio não é aconselhável a grande transportação e contacto”.

Alguns kits de biossegurança para as unidades sanitárias da província foram colocados em Malanje pela Comissão Interministerial da Saúde e o reforço estará a cargo do Executivo local, com proeminência os equipamentos de alto risco e de biossegurança média normal.

A Comissão Provincial de Protecção Civil visita nos próximos dias os municípios fronteiriços e as demais áreas de fácil acesso de estrangeiros para o território nacional na circunscrição.

O secretário de Estado da Saúde Carlos Alberto Masseca, que constatou nos últimos dois dias o grau de execução do projecto de revitalização física e financeira do Hospital Regional de Malanje, reafirmou que a luta contra a ébola é nacional, conhecendo os sinais fundamentais e sintomas para o cumprimento da directiva da Direcção Nacional de Saúde Pública.

“O ministro fez uma carta circular, a directora nacional de Saúde Pública também o fez em que orientava que todas as unidades sanitárias do país devem ter condições mínimas para a recepção dos doentes”, disse o secretário de Estado, para quem “uma das coisas que devemos evitar em caso de existência de doente é a transportação dos doentes de um local para o outro”.

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