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A cidade de Malanje celebra hoje 85 anos desde que foi elevada a esta categoria pelo então governador de Angola ultramarina, Veríssimo Sarmento, através do diploma legislativo Número 313, de 13 de Fevereiro de 1932.

O desenvolvimento socioeconómico da cidade, em particular, não é significativo comparativamente aos das principais cidades de Angola, nomeadamente Luanda, Lubango, Moçâmedes, Benguela e Lobito.

A fuga massiva de quadros em vésperas da independência nacional em 1975 e as depurações após a alegada tentativa de golpe “fraccionista” em 1977, são apontadas como algumas das causas que afectaram o desenvolvimento económico da cidade

O cidadão Luís Augusto Monteiro redefiniu os períodos negros quando dissertava o tema sobre a “Criação e desenvolvimento socioeconómico da cidade de Malanje”.

“Tal como o resto do país viveu momentos altos momentos baixos (…) Malanje foi uma das cidades, não só ao nível da capital da província, mas ao nível das sedes municipais e comunais em que tudo que é estrutura económica, que era detida maioritariamente por portugueses que abandoanram a cidade, mesmo os nacionais os altos funcionários ”, referiu.

“Esta cidade em 75 ficou com as portas a bater, estava completamente desabitada, a cidade foi ocupada por populares, alguns da periferia e muitos dos municípios mais próximos”, disse

E durante o “fraccionismo”, o 27 de Maio de 1977, com a sublevação de uma fracção dentro do MPLA, “também perdemos muita juventude, perdemos muitos intelectuais”.

O período cinzento prologou-se até 1992 que conglomerou com o conflito pós eleitoral.

Algumas infra-estruturas foram construídas nos domínios da saúde, educação e estradas com pouco tempo de vida.

Malanje conta com quatro instituições do ensino superior, nomeadamente a Escola Superior Politécnica, a Faculdade de Medicina e os institutos superiores politécnico e de tecnologias agro-alimentares, além das escolas médias de formação e professores e técnicos de saúde abertos nos anos 90.

O arcebispo da arquidiocese local, dom Benedito Roberto, pediu na homilia de acção de graças pelos 85 anos da cidade mais sabedoria por parte dos governantes para satisfação das necessidades dos habitantes da província.

“Quem governa deve governar com sabedoria, por que Deus vem em sua ajuda e as suas leis, as suas ordens serão abraçadas espontaneamente por quem quer viver na lei, por quem quer ser feliz e todos querem ser felizes”, disse.

O prelado dirigindo-se aos governantes pediu “para que não governem a margem da lei de Deus”.

O município de Malanje com cerca de 500 mil habitantes compreende as comunas sede Malanje, Cambaxe e Ngola Luije.

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