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Mais uma alegação de um massacre no Cassongue

  • Fernando Caetano

Residente diz que foram mortas 13 famílas de seguidores de Kalupeteca, líder da seita A Luz do Mundo.

Um residente no Cassongue, na província angolana de Kwanza Sul, disse que 13 famílias foram mortas nos confrontos entre forças de segurança e seguidores da seita A Luz do Mundo em Agosto.

Paulo Constantino da Cruz “Black”, que está envolvido na política local, falou à VOA sobre os acontecimentos ali registados em que as autoridades dizem que morreram três polícias e cinco civis.

Mais tarde, a organização não-governamental FORDU, que se dedica à defesa dos direitos humanos, denunciou aquilo que chamou de um “novo Monte Sumi" em Cassongue, no Kwanza-Sul.

Ângelo Kapwacha, coordenador da FORDU que fez tais declarações à VOA, disse terem sido massacradas 18 famílias tendo sobrevivido seis mulheres.

Angelo Kapwacha

Angelo Kapwacha

“Black” confirma a morte de apenas de 13 famílias, incluindo crianças.

Vinte crianças e seis mulheres tinham sido levadas pelas autoridades do local e posteriormente entregues aos seus familiares, disse.

Paulo Constantino da Cruz “Black” disse desconhecer que destino foi dado aos corpos das 13 famílias mortas.

A VOA tentou contactar o administrador local e ainda o comandante provincial da polícia nacional, mas sem sucesso.

Um oficial de alta patente da corporação descreveu no entanto as alegações de “pura especulação”, mas assegurou que tudo está sendo feito pela polícia nacional para o esclarecimento do que se passou.

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