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"A luta continua por Angola e Cabinda", diz José Marcos Mavungo

  • Redacção VOA

Vendedoras de peixe na praia de Lombolombo em Cabinda

Vendedoras de peixe na praia de Lombolombo em Cabinda

Activista diz à VOA que sempre se sentiu livre, com a moral alta e de consciência tranquila.

“A luta continua por mudanças em Angola e em Cabinda”, disse o activista José Marcos Mavungo à VOA a partir da sua casa onde já se encontra, depois de ontem, 19, o Tribunal Supremo ter decidido absolvê-lo dos crimes de incitação à rebelião e à violência, acrescidos de uma multa de 50 mil kwanzas de taxas de justiça.

Mavungo afirmou que mesmo na cadeia ele se sentia um homem livre e de consciência tranquila.

“Mesmo durante a minha prisão sentia-me livre, a moral está alta, tenho a consciência tranquila, apesar dos tempos passados no cárcere e de ter sido julgado e condenado injustamente, acredito que devemos continuar a lutar porque a situação em Angola é crítica”, afirmou o activista que diz não querer que “haja mais gente assassinada, que haja roubo do erário público, que haja perseguições republicanas, que haja crianças que fiquem um ano sem pai simplesmente porque os homens do regime quiseram prendê-lo”.

Na conversa, Mavungo ressaltou que “tudo isto tem de acabar e a luta continua”.

Com problemas de saúde, como insuficiência cardíaca e gordura no fígado, José Marcos Mavungo afirma que, no primeiro momento, vai “tentar alguma ajuda para tratar” e procurar reintegrar-se no mercado do trabalho.

“Claro que depois deste tempo de recuperação, volto ao activismo por Angola e Cabinda”, concluiu o activista que foi libertado depois de um ano e um mês preso.

José Marcos Mavungo, de 52 anos de idade, foi detido a 14 de Março de 2015 à saída da missa em Cabinda sem mandado de captura, no dia em que estava convocada uma manifestação para denunciar as violações de Direitos Humanos e a má governação na província.

Em Setembro do ano passado, Mavungo foi condenado a seis anos de prisão pelo Tribunal Provincial de Cabinda pelos crimes de incitação à rebelião e à violência, acrescidos de uma multa de 50 mil kwanzas de taxas de justiça.

Ontem, 18, em plenário, o Tribunal Supremo concluiu não existirem factos concretos relativamente aos crimes dos quais foi acusado.

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