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Activistas das Lundas pretendem negociar autonomia com Luanda

  • Almeida Sonhi

Movimento do Manifesto Jurídico do Protectorado das Lundas

Movimento do Manifesto Jurídico do Protectorado das Lundas

Activistas da região serão libertados em breve por ordem do Supremo Tribunal de Angola

Já há reacções à ordem de libertação dos activistas do Protectorado da Lunda Tchokwé.

Discípulos do Protectorado consideram a libertação dos seus apoiantes como a primeira vitória.

Cerca de 40 activistas foram detidos (uns há cerca de um ano e meio, outros há quase dois) por crimes contra a segurança do Estado. Mas a lei, que permitia a criminalização arbitrária de qualquer acto, foi revogada.

Semanas depois de um grupo de activistas de Cabinda, em circunstâncias idênticos, ter sido libertado, o advogado dos membros do protectorado da Lunda Tchokwé, David Mendes,interpôs junto do Tribunal Supremo de Angola, um pedido de “habeas corpus” interposto pela defesa.

Esta semana, o Tribunal deu provimento ao pedido da defesa e desencadeou o processo jurídico e administrativo que vai conduzir à libertação dos detidos.

Na Lunda Sul, Alberto Sapalo, o representante do manifesto do Protectorado da Lunda Tchokwé, em Saurimo, disse que a sua organização não vai vai parar, acrescentando: "Temos que continuar e aguardar que, a determinado passo, o governo angolano tem que se pronunciar, temos que nos sentar para negociarmos".

Sapaio insiste na autonomia administrativa e financeira da região das Lundas, adiantando que o processo vai "continuar pacificamente" e que a sua organização não quer derramar sangue, "porque muitos já morreram ingloriamente".

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