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Moçambique: Luísa Diogo preocupada com violência

  • Francisco Júnior

Luísa Diogo, ex-primeira-ministra de Moçambique

Luísa Diogo, ex-primeira-ministra de Moçambique

A antiga primeira-ministra de Moçambique diz ser fundamental que se faça um grande esforço para evitar o retorno à guerra.

A antiga primeira-ministra moçambicana, Luísa Diogo, manifestou numa entrevista à VOA a sua preocupação pela tensão que se verifica em Moçambique devido à vaga de raptos e aos confrontos entre forças governamentais e elementos armados da Renamo.
Nos últimos meses, a tensão político-militar tem sido intensa, em Moçambique. E mais intensa ficou depois do assalto, pelas tropas governamentais, a Sadjunjira, em Gorongosa, na província de Sofala, região centro do país, onde Afonso Dlhakama, líder do antigo movimento rebelde, a Renamo, esteve a viver durante pouco mais de um ano.

Afonso Dlakama encontra-se desde então em parte incerta e, aos seus homens, é atribuída a responsabilidade por vários ataques armados, quer na região de Muxúnguè, igualmente na província de Sofala, quer no próprio distrito de Gorongosa, como na província de Nampula, norte de Moçambique.

A paz está estremecida, um facto que tem suscitado natural preocupação, por parte de todos, incluindo de Luísa Diogo. A antiga Primeira-Ministra de Moçambique diz ser fundamental que se faça um grande esforço para evitar o retorno à guerra.
A antiga Primeira-Ministra de Moçambique esteve, nos últimos dias em Londres, onde lançou o seu livro “A Sopa da Madrugada”. Com pouco mais de duzentas páginas, o livro, que também já foi lançado em Lisboa e Washington, está traduzido em inglês, com o título Soup Before Sunrise.

A obra, que pode ser adquirida via net, através do site AMAZON e Porto Editora, aborda os momentos mais marcantes das reformas económicas e sociais que Moçambique viveu entre os anos 1994 e 2009.

Em Londres, o lançamento foi feito no Chatham House, que é o lugar nobre onde as grandes lideranças do Reino Unido fazem debates sobre grandes temas e matérias ligadas ao desenvolvimento no mundo.

E tanto durante o lançamento do livro como num encontro que Luísa Diogo teve depois no Instituto para o Desenvolvimento do Ultramar, com individualidades britâncias, africanas e de outras partes do mundo, incluindo antigos ministros das finanças, falou-se muito do problema que Moçambique está agora a viver, também por causa dos frequentes raptos, com Luísa Digo a reconhecer que o país está a atravessar momentos difíceis.
Mas Luísa Diogo frisou também que os parceiros internacionais não devem abandonar Moçambique, nesta fase.
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