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Margens do rio Capitão ainda ameaçam residentes no Lubango

  • Teodoro Albano

Moradores dizem não ter para onde ir apesar da ameaça das chuvas.

A tragédia de 29 de Fevereiro passado provocada pelo transbordo do rio Capitão nos arredores da cidade do Lubango volta a suscitar questões sobre as zonas em situação de risco.

Muitas pessoas não têm para onde ir.

Conceição Domingas reside mesmo à beira do rio Capitão e todos os dias vive atormentada com o medo das chuvas que caem com intensidade.

Pede ao Governo um lugar mais seguro.

“Estamos muito assustadas. Se ontem as nossas casas não foram graças a Deus! Eu vivo aqui neste quintal e estava cheio de água por dentro de modo que nem conseguíamos passar”, conta.

As autoridades garantem estar a par da situação.

O administrador municipal do Lubango, Francisco Barros Leonardo, disse que decorre um programa de catalogação de famílias a residirem em zonas consideradas de risco para posterior cedência de terrenos.

A administração municipal garante que em 2015 mais de 1500 lotes de terras foram cedidos a famílias em situação de risco.

Francisco Barros disse ainda que existem zonas que devido ao perigo que apresentam têm prioridade em termos de desalojamento e transferências.

“Nós temos a zona onde se passou este sinistro devido às águas do rio Capitão, temos a zona do Sofrio, temos a zona do bairro Comercial nas margens do rio Caculuvar e também temos a zona do Camazinco. Estas zonas consideramos de vermelhas e têm prioridade em termos do desalojamento e transferências para lugares mais seguros”, explicou Barros Leonardo.

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