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Luaty Beirão: “a justiça angolana não irá dar continuidade a esse tipo de perseguição”

  • Mayra de Lassalette

Luaty Beirão

Luaty Beirão

Luaty deixa apelo a quem queira ajudar os activistas angolanos em prisão domiciliária

A afirmação do activista veio na sequência de alguns declarantes no caso dos 17 terem sido transformados em arguidos e, em declarações à VOA, Luaty Beirão reiterou a sua descrença em relação à justiça angolana.

Em prisão domiciliária desde Dezembro de 2015, Beirão considera que esta é uma forma que o juiz encontrou para mostrar trabalho: "Não acho que isso vá ter algum tipo de consequência. A justiça não irá dar continuidade a esse tipo de perseguição".

Luaty Beirão recordou que há inquérito que foi aberto para investigar o Ministério do Interior, devido a um atraso da chegada dos réus ao tribunal e que "até hoje não se sabe de nada sobre o resultado desse inquérito", algo a que o activista descreve como um anúncio "para mostrar que a justiça é séria".

"Duvido que se vá perseguir essas pessoas", continua Luaty, referindo-se a figuras como Marcolino Moco, Alexandra Simeão ou Filomeno Vieira Lopes, mas observa que se isso acontecer, "só se vai dar mais atenção, mais alarido, atirar mais achas para a fogueira".

No que toca à situação de alguns companheiros que estão a passar por dificuldades, o activista que esteve em greve de fome por 36 dias, reconhece que muitos deles estão em situação precária, "são um peso para as suas famílias", porque não podem sair de casa para trabalhar.

Luaty apela a quem quiser ajudar que se tenha em conta de que são pessoas de origem muito humilde e sem uma estrutura familiar que os possa apoiar.

Saiba mais sobre o caso dos 17

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