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Polícia de Luanda acusada de assassínio de jovem

  • Coque Mukuta

Manuel Francisco "Laranjinha", morto pela polícia de Luanda em circunstâncias que as autoridades se recusam a esclarecer (Foto cedida pela família)

Manuel Francisco "Laranjinha", morto pela polícia de Luanda em circunstâncias que as autoridades se recusam a esclarecer (Foto cedida pela família)

“Nós estamos a dizer que é a polícia, porque a polícia lhe apanha quarta-feira às 18 horas e quinta-feira aparece morto, quem matou?” - perguntam familiares

Foi encontrado morto, com graves sinais de espancamento, o jovem que em vida respondia por nome de Manuel Francisco, (mais conhecido por Laranjinha), que esteve detido na 17ª esquadra da polícia da divisão do Cazenga.

Segundo os familiares, o Laranjinha foi detido no dia três deste mês naquela esquadra, que um dia depois veio a informar que o jovem tinha sido encaminhado para o Comando de Divisão.


Familia de Manuel Francisco "Laranjinha", morto sob custódia policial, exige - sem sucesso - explicações sobre o óbito do jovem (VOA / Coque Mukuta)

Familia de Manuel Francisco "Laranjinha", morto sob custódia policial, exige - sem sucesso - explicações sobre o óbito do jovem (VOA / Coque Mukuta)

Mas o jovem não se encontrava Comando nem na esquadra. Uma chamada recebida na quinta-feira dava conta à família que o seu ente querido estava na morgue duma unidade hospitalar em Luanda, resgatado pela polícia nas matas de Cacuaco com graves sinais de espancamento.

“Nós estamos a dizer que é a polícia, porque a polícia lhe apanha quarta-feira as 18 horas e quinta-feira aparece morto. Quem matou?” - questiona uma familiar do malogrado.

Para Engrácia Agostinho Mendes, mãe do malogrado, “a polícia matou o meu filho dentro da esquadra. Eles prenderam, e no dia seguinte nos foi informado que o corpo tinha sido atirado em Cacuaco... Se estava na mão deles como é que ele vai parar em Cacuaco?” questionou a mãe.

A mãe lamentou a forma como foi encontrado o corpo do seu filho.

O alegado espancamento começou desde o momento da sua detenção segundo alega uma tia da vítima que reside junto à 17ª Esquadra.

A nossa reportagem esteve na 17ª Esquadra onde foi confirmada a detenção do jovem. Já no comando da divisão do Cazenga nos foi informado que o caso já era do domínio da investigação criminal.

O comando provincial de Luanda escusa-se a dar qualquer esclarecimento sobre o assunto.

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