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Luanda: Chuvas Afectaram Mais de 80 Por Cento da Cidade

  • Alexandre Neto

Becos da Zimba, municí­pio da Samba

Becos da Zimba, municí­pio da Samba

A capital tem previsão de gastar mais 305 milhões de dólares americanos em investimentos diversos

Luanda, 25 Nov - Após as primeiras chuvas, a capital angolana ficou uma vez mais inundada com os bairros suburbanos muito afectados e as estradas de Luanda largamente danificadas. O nosso correspondente Alexandre Neto foi para a rua verificar os estragos e o que se está a fazer em termos de obras de recuperação. Neto falou com várias entidades, incluindo o próprio vice-governador da Província de Luanda.
Este era o cenário na zona da Samba para onde escorrem habitualmente as areias arrastadas dos bairros altos, vizinhos.Homens afectos as empresas de limpeza removendo lixos acumulados.
A situação generaliza-se pelo Kazenga o mais populoso município, Kilamba Kiaxi e Viana, nesta altura no centro das atenções das autoridades.
Mas, mesmo admitindo que é mais de 80% de Luanda a área afectada, Bento Soito Vice-Governador nega que se diga que a cidade está submersa.
Na Zimba interior da Samba o cenário é de ruas intransitáveis por causa das aguas acumuladas. Faltam vias de escoamento.
David Jorge vive na zona da Kamuxiba no município da Samba e diz-se agastado com a situação Apesar de Luanda ser a província que mais dinheiro sorve do Estado, os impactos tardam surgir.
No próximo ano, por exemplo, a capital tem previsão de gastar mais 305 milhões de dólares americanos em investimentos diversos. Este é o valor equivalente em kwanzas, inscrito no orçamento geral do Estado em debate no Parlamento. Se compararmos com a dotação de 42 milhões de dólares alocada a província da Lunda Norte, região diamantífera, ou ainda os cerca de 90 milhões dados a Huíla que é a segunda praça eleitoral, facilmente se pode ter a ideia da magnitude das discrepâncias.
Sobre a qualidade das obras públicas muito se discute.
Bento Soito diz que este problema é mínimo e atribui às infiltrações de águas em obras não concluídas como factor determinante para a sua destruição precoce.
José Dias é o bastonário da Ordem dos Engenheiros. Segundo explica, o que pretendeu o governo fazer numa primeira fase foi garantir que se efectivassem as obras com urgência, mesmo sem atender aos padrões mínimos de qualidade.
A Ordem, segundo acrescentou, tem estado a exigir do governo melhorias não só de qualidade, como também de modernidade.

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