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Futuros residentes do Kilamba ainda não têm acesso às moradias

  • Venâncio Rodrigues

Cerimonia inaugural da Moradia de Kilamba, a maior urbanização de Angola (Arquivo)

Cerimonia inaugural da Moradia de Kilamba, a maior urbanização de Angola (Arquivo)

Os proprietários dos apartamentos já estão a pagar mas as chaves é que tardam em os chegar as mãos supostamente por razões de burocracia

“Autorização superior” está a impedir que mais de 500 pessoas ocupem as novas moradias na Cidade do Kilamba, em Luanda, para as quais foram notificadas pelo Governo, em lista publicada no Jornal de Angola, há cerca de três meses.

A empresa Delta Imobiliária, responsável pela venda dos apartamentos, já cobrou a primeira tranche da renda resolúvel, mas ainda não permitiu que os candidatos assinassem os respectivos contratos .

Entre os visados cresce um sentimento de contestação levando muitos deles a pôr em causa o cumprimento do pedido de desburocratização da venda das casas feito recentemente pelo Presidente da República.

Falando sob a condição de não serem identificados, os visados afirmam-se preocupados com a transferência das crianças em idade escolar das actuais instituições para a nova centralidade devido à quadra festiva e a pesada maquina burocrática nas instituições de ensino em Angola.

Não há justificação oficial sobre os motivos do atraso, mas a Voz da América apurou que a empresa, Delta Imobiliária ainda não chegou a acordo com a construtora chinesa (CITIC), para a entrega das moradias solicitadas.

As 500 personalidades angolanas a quem foi dada a oportunidade de compra de apartamentos terão apoiado o partido no poder, o MPLA, durante a campanha eleitoral deste ano.

Algumas das pessoas visadas admitem mesmo que o anúncio da venda da apartamentos, a este grupo de figuras publicas, pode ter sido um mero exercício de propaganda .

Jornalistas, médicos, músicos e um sacerdote da Igreja Católica, constam da lista divulgada a 13 de Outubro, no Jornal de Angola.

Os responsável do ONG, SOS Habitat, Rafael Morais voltou a contestar os preços aplicados e os critérios usados para a atribuição de moradias em Angola.

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