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Luanda exige provas ou pedido de desculpas da ONU no caso Kalupeteka


José Julino Kalupeteka

José Julino Kalupeteka

Governo angolano reage a pedido de investigação do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

O Governo angolano repudiou as declarações do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (Acnudh) e pediu provas ou um pedido oficial de desculpas no "caso Kalupeteka".

Num comunicado divulgado pela agência oficial angolana Angop, o Executivo de Luanda afirmou que as declarações do Acnudh, que pede uma investigação aos confrontos entre a polícia e fiéis da seita A Luz do Mundo, "não são sustentadas por quaisquer provas" e que "foram amparadas por falsas declarações prestadas por elementos tendenciosos e absolutamente irresponsáveis, com a intenção de difamar não só as instituições angolanas, mas também todos os seus cidadãos".

A resposta surge depois daquela agência da ONU, através do seu porta-voz Rupert Colville, ter revelado a existência de "relatórios alarmantes nas últimas semanas sobre um alegado massacre na província central do Huambo, em Angola" e sobre o qual, disse, apesar de ter recolhido informações sobre o incidente "há factos que permanecem por esclarecer, com grandes diferenças do número de vítimas".

O Governo angolano vai mais longe e diz lamentar que o Acnudh tenha "ignorado deliberadamente as violações aos Direitos da Criança, em particular, e aos Direitos Humanos em geral, perpetrados pela referida seita".

Antes a posição daquela agência da ONU que considera ofensiva para o país , o Executivo de José Eduardo dos Santos pede provas das declarações ou um "pedido oficial de desculpas" ao povo angolano.

Os confrontos entre a polícia e seguidores de A Luz do Mundo, liderada por José Julino Kalupeteka, começaram a 15 de Abril no munícipio de Caala, em Benguela, com a morte de um polícia, e tiveram o seu ponto alto no dia seguinte no monte Sumi, no Huambo, com a morte de mais oito agentes da polícia e vários civis.

Enquanto as autoridades falam em 13 mortes, a Unita e a Casa-CE, que esteve no local, admitem centenas de mortos, tendo o partido go Galo Negro dito que o número podia ser superior a 700.

Seguidores e familiares de Kalupeteka, que se encontra detido no Huambo, entrevistados pela VOA têm referido também a um grande número de mortos.

Um dos filhos do líder da seita, Julino Lito Kalupeteka pediu, no programa Angola Fala Só, da VOA, a ajuda internacional para "proteger aqueles que estão vivos".

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