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Rebeldes de Joseph Kony iludem forças ugandesas

  • Redacção VOA

Cerca de mil e 500 soldados ugandeses têm por missão dar caça ao Exército de Resistência do Senhor.

As operações militares contra o Exército de Resistência do Senhor, LRA, na África Central estão a debater-se com muitos problemas de ordem logística e de recolha de informação sobre as movimentações dos rebeldes refere um relatório agora divulgado.

Cerca de mil e 500 soldados ugandeses têm por missão dar caça ao Exército de Resistência do Senhor. Mas, normalmente nem todo o contingente se encontra no terreno ao mesmo tempo

Segundo um relatório agora divulgado, aqueles elementos do exército ugandês passam meses a fio nas matas sem sequer fazerem contacto com os rebeldes.


Kasper Agger o autor do relatório da organização “Enough Project”, acompanhou o contingente ugandês em Agosto passado nas suas movimentações do Sul do Sudão até à República Centro Africana: “Tratou-se de uma oportunidade única para penetrar a mata e passar vários dias com os soldados no terreno e realmente perceber os desafios com que se confrontam”.

Segundo Agger, os rebeldes actuam numa vasta e remota parte da floresta e que apesar do exército ugandês e a centena de conselheiros militares americanos terem uma ideia geral da zona de operações do LRA , é difícil determinar exactamente a sua posição para ataca-los: “ Temos que reconhecer que o LRA é capaz de viver da terra. Podem atacar civis. Podem caçar. De facto é bastante fácil para eles sobreviverem naquelas matas remotas. Para as forças ugandesas é um verdadeiro pesadelo logístico operar nessas áreas.”

De acordo com Agger são necessárias várias coisas para alterar a situação. Primeiro é preciso melhorar a recolha aérea e terrestre de informações. Em segundo lugar deviam ser criados mais programas para motivar as dissensões no seio do LRA
.
Disse ainda que os conselheiros militares americanos redobraram os esforços para localizar os elementos rebeldes e estão entretanto a ajudar a coordenar informações com os comandos militares regionais.

Supõe-se que o LRA disponha de cerca de 3 a 4 centenas de homens armados e que o seu líder Joseph Kony esteja baseado no Sudão.
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