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Lobito vai ser transformado numa grande metrópole, diz governador

  • João Marcos

Issac dos Anjos

Issac dos Anjos

Activista José Patrocínio espera para ver.

O plano de requalificação do Lobito, submetido à apreciação da sociedade civil, aponta para uma auto-estrada a ligar o Lobito ao Dombe Grande, município da Baía Farta.

São quase 120 quilómetros, que passarão pela Catumbela e por Benguela. É por aqui que começa a ser desenhada a metrópole idealizada pelo governador Isaac dos Anjos.

“Sonhar não é proibido. Vamos ter esta auto-estrada, do ordenamento Biópio/Culango até ao Dombe Grande, para além de parques industriais, áreas para a agricultura, economia, encantos e muita beleza. Esperamos criar muitas empresas, uma vez que, se não dermos emprego a esta gente, não estamos a fazer nada”, disse o governador ao apresentar o proejcto.

Atento ao desenrolar dos acontecimentos, o activista José Patrocínio, um filho da Canata, arredores do Lobito, estará a torcer para que Isaac dos Anjos não deixe Benguela antes do arranque do projecto.

“Quando há mudança de governador, há alteração de todos os planos. Mudam as empresas, com o privilégio para empresas ligadas a um determinado governador. Vemos o que acontece no negócio do lixo, as empresas mudam conforme os governadores. Devemos pensar em planos democráticos, que respeitem as autarquias, e com comissões de moradores independentes”, diz Patrocínio.

Agora ao serviço da cidadania, o engenheiro Agrónomo, que já esteve no Gabinete do Plano do Governo de Benguela, tem razoes mais do que suficientes para estar preocupado.

“Havia um plano desenvolvimento urbano elaborado por técnicos búlgaros. Os calhamaços, que falavam da prática de agricultura por intermédio de aviões e de energia atómica, já devem ter ido parar ao lixo. Tudo porque não se teve em conta a participação da população”, lembra aquele activista.

Depois de ter sido apresentado a arquitectos e às universidades, o plano de requalificação do Lobito segue para outras franjas da sociedade civil.

Espera-se que o ordenamento Biópio/Culango, de 10 mil hectares, receba 450 mil habitantes e três mil empresas.

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