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Lobito: Residentes do "Golfe" dizem que conflicto de terras não foi resolvido

  • João Marcos

Vista aérea do Lobito

Vista aérea do Lobito

O conflicto de terra no bairro ‘’Golfe’’, nos arredores da cidade do Lobito, parece estar longe do fim, apesar das autoridades terem afirmado que a questão tinha sido resolvida.

O conflicto envolve uma funcionária da Administração Municipal, Nádia Furtado, a quem foi dada uma concessão há cinco anos pelo então governador Armando da Cruz Neto e que deixou centenas de populares sem espaço para construírem as suas casas.

Numa visita ao local, jornalistas constataram que pequenas moradias foram demolidas.

A comunidade já só conta com alguma produção agrícola como sinal da sua resistência.

O administrador do Lobito, Alberto Ngongo, dá por encerrado o problema, daí que opte por não conceder entrevistas, mas a comunidade do Golfe volta à carga e em resposta ao último pronunciamento do governador Isaac dos Anjos.

A comunidade sente-se excluída e alerta que não vai abdicar de um espaço que esteve ao serviço da agricultura até antes da Independência Nacional.

Ainda em zonas de risco, várias famílias, num total de cento e sessenta pessoas, fazem súplicas em nome da casa própria.

“Nas rádios, o administrador continua a dizer que já distribuiu os terrenos, mas não é isto que está a acontecer”, denuncia uma residente.

“Estamos a ser torturados, até no período da noite. Eles (Administração) destroem tudo, dizem que nos vão raptar porque saem da cadeia sem problemas", acrescentou.

Nádia Furtado, que também opta pelo silêncio, recebeu quase 12 hectares, a maior parte de um espaço que se encontra nas imediações do condomínio da Sonangol.

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