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Livro do professor e investigador preso Domingos da Cruz publicado na internet

  • Redacção VOA

Domingos da Cruz

Domingos da Cruz

"Ferramentas para Destruir o Ditador e Evitar Nova Ditadura: Filosofia Política da Libertação para Angola", escrito por Domingos da Cruz.

O livro do professor e investigador Domingos da Cruz que esteve na origem da prisão dos 15 activistas a 20 de Junho, acusados de crime de rebelião e de prepararem um golpe de Estado, está disponível na internet.

O jornalista e activista angolano Rafael Marques publicou nesta segunda-feira, a obra Ferramentas para Destruir o Ditador e Evitar Nova Ditadura: Filosofia Política da Libertação para Angola na sua página makaangola.org.

Na nota em que anuncia a publicação do livro na internet, Rafael Marques escreve ser “verdade que Karl Marx tentou transformar a filosofia em acção, e que Lenine, em Que Fazer?, elaborou um manual prático de filosofia revolucionária, que culminaria numa actuação violenta e sanguinária”.

Entretanto, “Marx e Lenine inspiraram o MPLA, mas não inspiraram o manual de Domingos da Cruz, que se aproxima mais dos ideais kantianos, da mudança através da razão, ou dos ideais da esquerda utópica do século XIX”, diz Marques.

Acusado de crime de rebelião e de preparar um golpe de Estado, o professor universitário e investigador afirma expressamente no seu manual que “um golpe de Estado representa retrocesso civilizacional e viabilizaria o nascimento de nova ditadura militar”.

Aliás, o manuscrito propõe uma “sociedade aberta” no sentido de Karl Popper, em que se espera que o Governo seja tolerante e dialogante, e os mecanismos políticos transparentes e flexíveis.

No entender de Rafael Marques, o livro de Domingos da Cruz “é um convite à liberdade de consciência, à liberdade de pensamento, à liberdade de expressão, todas as liberdades formalmente garantidas pela Constituição Angolana”.

“É um convite à transição de liderança. Será que isso não é lícito?”, concluiu Marques.

Domingos da Cruz e demais 16 colegas, dos quais 14 encontram-se em prisão preventiva, serão julgados de 16 a 20 de Novembro em Luanda.

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