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Líder da UNITA apela a participação no processo eleitoral

  • Manuel José
  • Fernando Caetano
  • Armando Chicoca
  • João Marcos

Líder do partido de oposição Unita, Isaías Samakuva vota nas eleições em 2008

Líder do partido de oposição Unita, Isaías Samakuva vota nas eleições em 2008

Nas províncias está tudo a postos para o começao da campanha mas surgem as primeiras acusações e algumas dúvidas

“Todos ao registo eleitoral”, foi o apelo feito Quarta-feira, 24, pelo presidente da UNITA Isaías Samakuva tornando assim claro que o partido quer o máximo de registo apesar de dúvidas sobre o processo.

O registo começa Quinta-feira e, anteriormente, tanto a UNITA como outros partidos da oposição tinham afirmado que o processo seria ilegal por estar a ser conduzido pelas autoridades governamentais e não pela Comissão Nacional Eleitoral.

O governo nega a acusação.

Samakuva contudo veio agora a público apelar para que participem no registo eleitoral acrescentando que o seu partido está pronto para o processo.

''Todos devem participar no processo que nos vai conduzir ao exercício de soberania pelo voto em 2017'', disse fazendo notar que sem registo não há mudanças e só participando se pode controlar e fiscalizar o processo.

''Todos ao registo eleitoral'', disse Samakuva.

Províncias prontas a iniciar o protesto

No Kwanza Sul mais de 80 brigadistas estão já mobilizados para esta primeira fase do processo.

Sumbe, Kwanza Sul

Sumbe, Kwanza Sul

O director provincial dos registos do governo do Kwanza Sul, Manuel Jorge dos Santos disse que se espera ultrapassar os 600.000 cidadãos neste processo de actualização e registo eleitoral.

No Namibe o director provincial dos registos, Fernando da Paixão André Manuel garantiu que mesmo as zonas de difícil de acesso serão abrangidas pelos brigadistas eleitorais.

Namibe

Namibe

O vice-governador para a área técnica, António Correia, frisou a necessidade de se garantir a transparência e neutralidade por parte dos operadores, salientando também que os que violarem a lei serão punidos.

Segundo estimativas, perto de duzentos e cinquenta mil eleitores poderão participar activamente neste processo, que se realiza no país pela quarta vez, desde 1992.

Em Benguela o secretário da UNITA Alberto Ngalanela manifestou preocupação com a possibilidade de delegados da oposição não serem autorizados a entrar em certas zonas da província devido à intolerância política que se verifica nessas áreas.

"Deve haver segurança da parte do Estado. Eles devem ter esta garantia, não deve haver ‘zonas tampão’, só para uns", disse o deputado da UNITA.

No Cunene o dirigente local da UNITA Lazaro Kacunya acusou o MPLA de estar a levar a cabo uma campanha para registar jovens sem a idade de poderem votar.

Procuramos ouvir dirigentes do partido no poder, na província do Cunene, sem sucesso.

A UNITA e outras formações políticas, tem os seus fiscais preparados para acompanhamento desta actividade.

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