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Libéria: Obama condena obstrução do processo democrático


Confrontos entre manifestantes da oposição e a polícia antecederam a segunda volta das presidenciais

Confrontos entre manifestantes da oposição e a polícia antecederam a segunda volta das presidenciais

A afluência às urnas foi franca, ao contrário do que se verificou durante a primeira volta

O presidente Barack Obama disse que a comunidade internacional irá responsabilizar os responsáveis pela tentativa de obstrução do processo democrático na Libéria. Obama encorajou as forças de segurança, na Libéria, a exercerem da maior prudência e para permitirem a realização de manifestações pacíficas.

Os liberianos foram, nesta terça-feira, às urnas para participar na segunda volta das eleições presidenciais entre a actual titular do cargo, Ellen Johnson-Sirleaf, e o antigo ministro da Justiça Winston Tubman.

O candidato presidencial e antigo ministro da Justiça Winston Tubman

O candidato presidencial e antigo ministro da Justiça Winston Tubman

Vinte e quatro horas depois de violentos confrontos entre a polícia e manifestantes da oposição – em resultado dos quais morreram duas pessoas - a votação decorreu sem incidentes, sob o olhar atentos das forças de paz das Nações Unidas, que montaram guarda junto ao edifício onde está a funcionar a Comissão Eleitoral Nacional.

A afluência às urnas foi franca, ao contrário do que se verificou durante a primeira volta, em que se registaram enchentes junto às assembleias de voto. O candidato Wiston Tubman, líder do Congresso para a Mudança Democrática e antigo ministro da Justiça apelou à abstenção, enquanto a presidente Sirleaf considerou aquela iniciativa anti-constitucional, por coarctar os direitos dos cidadãos de exercerem o seu direito de voto.

O governo liberiano mandou encerrar três estações de rádio da oposição, na segunda-feira à noite, incluindo uma propriedade de George Weah, apoiante e candidato á vice-presidência de Tubman.

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