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Lei de seguro médico tem Dia D na Câmara dos Representantes

  • Redacção VOA

Republicanos tentam pela aprovação da lei de seguro médico

Congressistas votam hoje lei que subsitui "Obamacare"

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos deve votar nesta quinta-feira, 23, uma lei que, se for aprovada, anulará e substituirá a reforma de seguro de saúde aprovada durante o mandato de Barack Obama, conhecida como "Obamacare", uma promessa de campanha do actual Presidente Donald Trump.

Até agora há muitas incertezas se o texto será aprovado e ainda hoje Trump deve reunir-se com os congressistas republicanos que continuam a questionar a legislação apresentada pelo líder republicano na Câmara, Paul Bryan.

"Ninguém sabe a resposta", declarou Ryan, questionado sobre o resultado da votação.

A ala mais à direita do Partido Republicano considera que o projecto de lei é muito dispendioso para o Estado.

Não há plano B

Já os mais moderados estão preocupados com o aumento previsto do custo dos seguros de saúde para determinados sectores da população e pela perda de cobertura que afectará 14 milhões de americanos a partir de 2018, ano de eleições legislativas.

"Não há um plano B", afirmou o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, que garantiu que “vamos conseguir o plano A”.

A minoria democrata opõe-se totalmente à proposta republicana, o que obriga os líderes conservadores a tentarem limitar as deserções do partido a cerca de 20 congressistas, de um total de 237.

Os líderes republicanos alteraram o texto na semana passada, acrescentando por exemplo, uma cláusula que põe como condição que os beneficiários do programa público de cobertura de saúde, Medicaid, destinado aos mais pobres, trabalhem.

Credibilidade de Ryan em jogo

O resultado final dependerá de poucos votos.

Paul Ryan, presidente da Câmara dos Representantes, cuja credibilidade está em jogo, poderia decidir adiar a votação caso preveja um fracasso.

"Estamos na fase de pré-negociação", assegurou Rand Paul, senador republicano que não apoia o texto tal como está.

Nas últimas semanas, o Presidente americano recebeu na Casa Branca dezenas de parlamentares, e na terça-feira, 21, esteve no Capitólio onde enviou uma mensagem de advertência: em caso de fracasso, os eleitores punirão os republicanos, que poderiam perder a maioria no Congresso nas legislativas parciais de Novembro de 2018.

Refira-se que caso seja aprovada, a lei seguirá para o Senado, onde a margem de vitória dos republicanos é muito pequena, com alguns senadores republicanos a indicar que poderão votar contra.

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