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Presidente sul-coreana leva a sério as ameaças e pede resposta dura e sem compaixão

  • Steve Herman

Presidente Park Geun-Hye, da Coreia do Sul

Presidente Park Geun-Hye, da Coreia do Sul

Park Geun-Hye reuniu o seu gabinete de guerra para preparar resposta a eventual ofensiva da Coreia do Norte

A presidente sul-coreana, Park Geun-Hye, disse que considera de “muito sérias as continuadas ameaças da Coreia do Norte que muitos receiam poder conduzir a hostilidades na península.

Na persistente troca de retóricas entre as duas Coreias, a presidente sul coreana deu voz a sua mais dura posição.

A presidente Park dizia ao seu ministro da defesa durante um encontro hoje, que deve haver uma dura resposta no combate inicial sem preocupações políticas” no caso da Coreia do Norte lançar um ataque provocativo contra Seoul.

Durante o briefing com a presidente, o ministro nacional da defesa sul-coreana fez o esboço de um novo plano que deverá permitir aos militares lançar um ataque preemptivo contra a Coreia do Norte, desde que seja detectado uma ofensiva iminente de Pyongyang.

As forças militares sul-coreanas estão também prestes para pôr em marcha o seu plano que tinha sido previsto para 2015 da chamada “corrente para matar” um sistema designado para detectar, localizar e destruir mísseis.

O líder norte-coreano, Kim Jong Un, no Domingo prometeu expandir o seu arsenal nuclear. Durante uma alocução ao comité do partido dos trabalhadores, Kim anunciou uma “nova linha estratégica” afirmando que em nenhuma circunstância as armas nucleares da Coreia do Norte seriam matérias de negociação no campo político ou económico.

A Coreia do Norte reagiu com vigor nas últimas semanas aos exercícios militares conjuntos entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos. Essas manobras têm incluído a demonstração não habitual da força aérea norte-americana inclusive com o recurso aos bombardeiros atómicos de longo alcance B-52 e os bombardeiros estratégicos B-2.

Além disso, dois aparelhos F-22 Raptors da força aérea americana da base de Kadena na ilha japonesa de Okinawa foram despachados para a base aérea de Osan, a 65 quilómetros de Seoul. Esses aparelhos e mais outros participam num exercício militar cujo fim só está previsto para o final deste mês.

A marinha sul-coreana deve levar a cabo outros 4 exercícios conjuntos com a marinha americana, com operações de aterragens e manobras de unidades mecanizadas.

Pyongyang tinha declarado como inválido o armistício de 1953, e ameaçado com ataques nucleares peemptivos contra os territórios dos Estados Unidos e bases militares no Pacífico, assim como cortou o chamado “telefone vermelho”, tendo com isso declarado o estado de guerra total.

Esta acção da Coreia do Norte surge também depois do Conselho de Segurança das Nações Unidas ter aprovado sanções adicionais contra Pyongyang em resultado dos testes de misseis de longo alcance realizados em Dezembro e em Fevereiro.

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