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Agrava-se a situação dos camponeses no Kuando Kuabango retirados das suas terras pelos chineses

  • Manuel José

Secretário-geral UNITA, Vitorino Nhany

Secretário-geral UNITA, Vitorino Nhany

Raul Danda: Os angolanos escravos de chineses

A situação dos camponeses no Kuando Kuabango retirados das suas terras pelos chineses vai se agravando a cada dia que passa.

Os cidadãos angolanos continuam a trabalhar nas plantações de arroz, para os asiáticos, sem receberem qualquer tipo de remuneração.


A informação que nos foi dada pelo secretário-geral da UNITA, Victorino Nhany diz não restar outra saída se não levar o caso a discussão na Assembleia Nacional.

Victorino Nhany espera que até lá não surjam outros elementos, para escamotear a verdadeira situação que se vive no Kuando Kubango.

“Só esperamos que até lá não haja fintas, outras trapaças que façam com que a informação que colhemos no terreno seja completamente invertida”.

Segundo o secretário-geral da UNITA, a vida destes co-cidadãos está cada vez mais difícil sem as suas terras.

“A terra é que iria fazer com que
eles pudessem fazer a sua produção e são as mesmas baixas que eles utilizam para o pasto, significa que o nível de pobreza piora cada vez mais”.

Um assunto que o chefe da bancada parlamentar do partido do Galo Negro confirma ir ao parlamento, Raul Danda caracteriza a situação de vergonhosa.

“Põem as pessoas como está a acontecer no Kuando Kubango a trabalhar os angolanos escravos de um chinês isto é vergonhoso”.

Danda chama a atenção para que os milhões de dólares da China não sirvam para ultrajar os direitos e a dignidade dos angolanos.

“Não se pode olhar para a China como sendo apenas a fonte de alguns milhares de milhões de dólares que são gastos sabe Deus como. Tem que se olhar para defesa do cidadão”.

Por isso o líder do grupo parlamentar da UNITA questiona a seriedade do executivo de Jose Eduardo dos Santos.

“Um executivo, um regime que não saiba defender o seu cidadão, não serve, então é preciso que de facto o senhor presidente da república e o seu executivo repensem de facto qual o seu papel neste país”.

Recentemente em entrevista a VOA, o responsável do MPLA de Luanda, Norberto Garcia, havia reconhecido que certos males sociais precisam ser corrigidos pelo seu partido, da mesma maneira reiterou que o MPLA ainda é o melhor para Angola e seus cidadãos.

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