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Kangamba ataca UNITA

  • Redacção VOA

Mfuka Muzemba, líder suspenso da JURA - juventude da UNITA

Mfuka Muzemba, líder suspenso da JURA - juventude da UNITA

General nega envolvimento na corrupção de Mfuka Muzemba. Diz que UNITA não tem liderança

Enquanto os deputados Abílio Camalata Numa e Mfuca Muzemba se recusam a comentar a recente decisão tomada pela direcção da UNITA à seu respeito, o empresário Bento Kangamba acusou este fim de semana o maior partido da oposição de procurar “bodes expiatórios” para os seus problemas internos.

Este fim de semana a Comissão Política da UNITA acusou o empresário Bento dos Santos Kangamba de ter assumido “compromissos inconfessos” com o dirigente da JURA, Nfuka Muzemba, alegação que, o também militante do MPLA , rejeita categóricamente.

No depoimento , com direito à chamada de capa no “Jornal de Angola” desta segunda-feira, Bento Kangamba diz que a UNITA está há muito “sem comando”.

A direcção da UNITA anunciou a suspensão de Nfuka Muzemba de todas funções, incluindo dos direitos que usufrui por inerência do cargo que ocupa na organização, por “graves violações dos estatutos da UNITA e da JURA e respectivos regulamentos internos”.




Nfuka Muzemba, que é deputado à Assembleia Nacional, está castigado com base num inquérito interno mandado instaurar, “a seu pedido”, que terá detectado “indícios de graves violações dos estatutos da UNITA e da JURA”.

Muzemba é acusado de ter usado de forma “abusiva e fraudulenta” o timbre e carimbo da um órgão da UNITA junto da embaixada de Portugal para obtenção de vistos de entrada em Portugal para “cidadãos estranhos à UNITA em troca de dinheiros”.

A Comissão Política decidiu submeter os resultados da sindicância ao Conselho Nacional de Jurisdição que deverá decidir sobre os factos dentro de oito dias.
Na reunião da passada semana a direcção da UNITA rejeitou acusações do deputado Abílio Kamalata Numa “conselheiro especial” de Isaías Samakuva , de que este tinha violado os estatutos do partido ao rejeitar convocar um congresso extraordinário.

As decisões foram anunciadas em Luanda no final de uma reunião de dois dias da Comissão Política do Partido.

“A Comissão Política é o órgão deliberativo do partido no intervalo dos congressos e as suas decisões são irrecorríveis,” diz o comunicado. Contactados pela Voz da América, os dois parlamentares negaram-se a fazer quais quer comentários sobre o assunto
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