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Kandanda: "O angolano substituiu o colono português"


Agostinho Neto Praca 1º Maio Luanda

Agostinho Neto Praca 1º Maio Luanda

Angola celebra nesta Terça-feira, 11 de Novembro, 39 anos de independência e Carlos Kandanda, nacionalista considera que os angolanos exploram mais os angolanos do que exploravam os portugueses

ntre os nacionalistas que contribuíram para a independência está Carlos Tiago Kandanda, que travou a batalha por uma Angola livre no leste do país mais concretamente nas margens do rio Cassai na província do Moxico.

Carlos Tiago Kandanda orgulhoso de ter participado da luta que culminou com o fim do jugo colonial, lamenta que ao cabo de 39 anos de independência, Angola ainda não seja o país sonhado.

“Muitos dos angolanos hoje em dia se você lhes perguntar se são livres, não são! Hoje em dia os angolanos são tratados em determinadas áreas como se fossem manadas de gado. Você sabe muito bem que os angolanos são manipulados, as pessoas não exprimir a sua opinião o seu pensamento. Como é possível que eu para ser um professor para ser um director de banco ou de uma instituição qualquer tenho que ter o cartão de um partido!”.

Carlos Kandanda lamenta que o país seja condicionado por um único partido quando a independência teve também a contribuição de figuras ligadas a outros dois movimentos de libertação nacional.

Nesta extensa entrevista o nacionalista, duro nas suas críticas, condena a postura de algumas figuras importantes na luta pela independência que se conformam e participam do actual estado de coisas.

Dino Matross, Ico Carreira, Nzau Puna não lutaram por isto

“O filho da terra o filho da pátria um cidadão pode se transformar no pior colonialista no pior opressor e no pior explorador é isto que hoje em dia temos. Nós substituímos os portugueses que exploravam talvez pouco pelos angolanos que estão a explorar mais angolanos! Os angolanos hoje em dia não têm acesso ao emprego, para ter acesso ao emprego há muito condicionalismo. O Dino Matross sabe em que condições se lutou, Ico Carreira se estivesse vivo sabia em que condições se lutou por essa independência o Miguel Nzau Puna sabe em que condições se lutou, o velho Chiwale general Chiwale sabe. Esses todos sabem em que condições tivemos de enfrentar o regime colonial. Nós os nacionalistas estamos a deixar as coisas a andar até muitos destes mais velhos que combateram o regime colonial entram em conluio não têm coragem de apontar as coisas. Isto é que entristece mais”.

O desabafo do nacionalista Carlos Tiago Kandanda, hoje deputado a assembleia nacional pela bancada parlamentar da CASA-CE.

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