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Jurista moçambicano acha que há provas suficientes para investigar EMATUM

  • Ramos Miguel

Em Moçambique, o jurista Fernando Mbanze é da opinião que a Procuradoria-Geral da República tem matéria suficiente para começar a investigar o processo de criação da Empresa Moçambicana de Atum (Ematum), um negócio de 850 milhões de dólares, que, quanto a ele, tem muitas zonas de penumbra.

Mbanze, contrariando a opinião de alguns economistas, diz que a Ematum não é viável, e, para ele, o grande problema deste processo nem é esse, mas sim a falta de transparência.

Referiu que não tendo havido transparência na criação da empresa, "é legítimo que as pessoas questionem, e agora começam a aparecer dados mais detalhados que dão a indicação de que este negócio não será rentável, pelo menos a curto ou médio prazo".

Mbanze disse ainda que o facto de o ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, ter afirmado que o Governo está a tentar renegociar a dívida, significa que, realmente, o projecto foi muito mal negociado e que a Ematum não está em condições de pagar a dívida, pelo menos nos moldes em que a mesma foi acordada com os credores".

"É altura de a Procuradoria-Geral da República começar a investigar este caso, porque o Governo actual, disse, de forma reiterada, que alguma coisa foi mal negociada, e é por isso que alguns deputados têm estado a sugerir a detenção de algumas pessoas que negociaram este endividamento de 850 milhões de dólares", destacou Fernando Mbanze.

Mbanze diz não perceber porque é que os negociadores do projecto Ematum aceitaram taxas de juro muito elevadas e um prazo muito curto, de sete anos, para a amortização da dívida.

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