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Jurista critica posição do PGR no caso de activistas detidos em Luanda

  • Manuel José

João Maria de Sousa

João Maria de Sousa

Pedro Kaparacata diz que pronunciamento do PGR é sentença do caso.

Os pronunciamentos do Procurador-Geral da República(PGR) de Angola João Maria de Sousa sobre a detenção dos 15 jovens, acusados de tentativa de golpe de Estado, funciona como uma influência , para a sentença deste processo, disse o jurista e antigo professor da escola do MPLA Pedro Kaparacata.

Ele considera que o PGR devia deixar que fossem os seus adjuntos a se pronunciarem, cabendo a ele o papel de órgão de recurso.

Pedro Kaparacata diz ter quase certeza que com o pronunciamento da mais alta instância da PGR, a sentença dos jovens revolucionários est'a praticamente traçada.

"Já não há espaço de manobra dos seus subordinados quando tiverem que ir ao tribunal com o processo, os contornos da sentença estão praticamente desenhados", explica Kaparacata que antecipa consequências históricas destas detenções que para ele marcam o fim de uma geração e o começo de outra que denomina como a geração dos 15.

“Já estamos a 40 anos de independência e estes jovens que foram presos são menores de 40 anos, já são nossos produtos, da geração dos 50, é esta geração dos 15 que estamos a prender e a colocar na cadeia, estes jovens vão nos julgar, porque o país está mal, mas de quem é a culpa?”, perguntou o jurista.

Segundo ele, o que está em causa é a transição do poder.

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