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Julgamento em Moçambique desencadeia vaga de solidariedade

  • Ramos Miguel

Prof. Carlos Nuno Castel-Branco

Prof. Carlos Nuno Castel-Branco

O julgamento do economista Nuno Castel Branco e dos jornalistas Fernando Mbanze e Fernando Veloso está a desencadear uma onda de solidariedade, com apelos para que a sociedade moçambicana esteja atenta a este caso.

O Tribunal Judicial do Distrito Municipal KaMpfumu marcou para o dia 31 de Agosto o julgamento deste caso, em que os três são acusados de crimes contra a segurança de Estado e abuso de liberdade de expressão.

O IREX, Programa para o Fortalecimento da Midia, financiado pelo governo norte-americano, está atento a este julgamento, disse Arsénio Manhice, especialista da mídia nesta instituição.

Manhice disse ainda que este caso deve ser visto em várias dimensões, considerando que qualquer cidadão que se sinta lesado pode recorrer aos tribunais para ver resolvidos os seus problemas.

Este caso concreto tem a ver com dois jornalistas, partindo duma carta que versava sobre a tensão político-militar e a questão dos raptos, "e o que nós sabemos é que do ponto de vista jornalístico, estes jornalistas acharam oportuno trazer esta carta á imprensa para que várias pessoas pudessem debater."

Para Manhice, "quando um caso entra no tribunal, é preciso que a justiça seja feita sem privilegiar uma parte; é preciso que os juízes analisem o caso com muita calma e consistência para não lesar interesses de alguns cidadãos e para não parecer um julgamento político."

O IREX, segundo Manhice, apela um julgamento que respeite os princípios da ética da justiça.

Por outro lado, a instituição alerta aos jornalistas e organizações como Misa (Instituto para a Informação da África Austral) e SNJ (Sindicato Nacional de Jornalistas) para que acompanhem este caso e e tirem lições para o futuro.

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