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"Julgamento dos activistas é surreal, rocambolesco e nada sério", diz Padre Pio

  • Redacção VOA

Padre Pio Wacussanga

Padre Pio Wacussanga

Pároco dos Gambos, na Huíla, revela que os citados membros do Governo de Salvação Nacional vão responsabilizar o Governo pela situação.

O padre Pio Wakussanga, pároco nos Gambos, na província da Huíla, afirma que o julgamento dos 17 activistas angolanos acusados de rebelião e de prepararem um golpe de Estado é surreal, rocambolesco e não pode ser considerado sério.

Aquele religioso integra o denominado Governo de Salvação Nacional e já foi ao Tribunal Provincial de Luanda depor como declarante.

Em conversa com a VOA, o padre Pio manifestou o seu desagrado e preocupação por este facto que ele diz “ter sido criado pelo Governo”.

“Este julgamento é surreal, rocambolesco e não pode ser considerado sério”, afirma Pio Wakussanga, que acusa o Governo de ter criado uma situação “muito difícil para as famílias dos citados”.

“As pessoas que não têm informação ficam a ouvir e pensam mesmo que estamos a tentar fazer cair o Governo”, diz o padre que lembra “que os fanáticos do regime também agem pensando que é assim mesmo”.

Por outro lado, os integrantes do suposto Governo de Unidade Nacional admitem tomar uma posição conjunta sobre esta situação.

O padre Pio diz mesmo que “há responsabilizar o Governo frente às consequências desse facto, tanto junto da opinião pública angolano como internacional”.

Por agora, as pessoas citadas tentam encontrar uma forma de se encontrarem, seja física, seja virtualmente, para tomarem uma posição conjunta.

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