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Jovens estão longe dos centros de decisão em África

  • Alvaro Ludgero Andrade

Activistas debatem participação política da juventude nos grandes temas do continente

A recente cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana teve com lema o aproveitamento do dividendo demográfico através de investimentos na juventude.

O assunto, no entanto, terá sido ensombrando pela eleição do novo presidente da Comissão da União Africana, o actual ministro dos Negócios Estrangeiros do Chade, Moussa Faki Mahamat.

Na ocasião, o secretário geral das Nações Unidos António Guterres fez um apelo para que se dê uma especial atenção aos jovens, lembrando que mais de três em cada cinco africanos têm menos de 35 anos de idade.

Entretanto, líderes e activistas em todo o continente, bem como observadores, acentuam a ausência dos jovens dos grandes centros de decisão, tanto a nível dos países, como das organizações regionais e da própria União Africana.

Graça Sanches, activista e professora cabo-verdiana
Graça Sanches, activista e professora cabo-verdiana

Esta ausência sente-se não só a nível dos protagonistas, como dos temas tratados.

A antiga deputada cabo-verdiana, vencedora do Prémio Humanitário Pan-Africano sobre a Igualdade de Género e Advocacia 2016 e professora, Graça Sanches, e o deputado da Renamo e membro da Comissão de Relações Internacionais do Parlamento moçambicano, Ivan Mazanga, analisam a a ausência dos jovens nos centros de decisão.

Ivan Mazanga, deputado moçambicano
Ivan Mazanga, deputado moçambicano

Enquanto Sanches aponta vários motivos para esta realidade, Mazanga diz que a juventude parece ser usada apenas para grandes campanhas e eleições, mas depois os jovens e os seus temas são abandonados pelo poder.

Acompanhe esta edição da rubrica da VOA Agenda Africana:

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