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Jovens dizem que só militantes do MPLA conseguem emprego na Lunda-Sul

  • Manuel José

Instituto Politécnico

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A alternativa é o garimpo ilegal porque as minas estão vetadas aos residentes.

É muito difícil conseguir um emprego na província da Lunda Sul se não se tiver filiação no partido no poder. A afirmação é de jovens na Lunda da Sul que vêem no garimpo artesanal de diamantes a única forma de sobrevivência.

"Não temos oportunidades de emprego e quando aparece vaga é para os seus filhos, sobrinhos e netos", desabafa um dos jovens ouvidos pela VOA.

Outra alternativa de sobrevivência é o mercado informal diz outro jovem.: "Muita juventude: meninas e rapazes e até mais velhos estão no mercado informal".

Quando se tenta conseguir um emprego no Estado, o cartão de militante do partido dos camaradas é um dos requisitos exigidos.

"Emprego só com cartão de membro do MPLA, se for da Unita não, da FNLA e PRS também não é admitido, nem os que não tem partido conseguem emprego", denuncia um dos entrevistados.

Outro dos interlocutores disse que durante os períodos eleitorais surgem muitas promessas de emprego e o "Governo aproveita para fazer propaganda mas quando passa as eleições a situação mantém-se na mesma".

Nem a mina de Catoca não absorve os habitantes da zona, diz outro morador da capital da Lunda Sul.

"Se fores a Catoca, que é a quarta maior mina de diamantes do mundo, os cidadãos que vivem nos arredores não têm acesso à mina, nenhum cidadão do bairro trabalha na mina", denuncia.

Os jovens dizem que ou trabalham na minha ou ficam no desemprego

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