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Jovens angolanos queixam-se da falta de emprego

  • Coque Mukuta

Foto de Arquivo

Governo diz que está a lutar contra o desemprego, mas jovens afirmam que só portugueses e chineses encontram trabalho.

O desemprego em Angola continua em debate, principalmente na franja juvenil. Alguns jovens dizem estar sem emprego, enquanto o director do Instituto Nacional da Juventude Cláudio Aguiar afirma, na abertura das comemorações do 14 de Abril, Dia da Juventude Angolana , que o governo está a trabalhar para reduzir o desemprego.

Dados do Executivo apontam para um taxa de desemprego na ordem dos 26 por cento, embora não existem números exactos e seguros.

Muito recentemente, a Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) manifestou a sua preocupação com o aumento do desemprego em consequência da crise económica que o país vive.

Vários especialistas no país e organizações internacionais têm advertido para uma explosão social devido à crise económica que pode ainda agudizar-se caso o preço do petróleo se mantiver por muito tempo nos níveis actuais.

Na passada terça-feira, 31 de Março, o chefe do Departamento de Matérias Primas do Fundo Monetário Internacional Rabah Arezki considerou, em declarações à estação de televisão norte-americana NBC, que a descida dos preços do petróleo pode exacerbar as tensões sociais em Angola.

Entretanto, observadores afirmam que no país apenas portugueses e estrangeiros vão encontrando emprego.

José Gaspar, jovem de 28 anos, considera que o país ainda está carente de empregos: “não há emprego, para nós isto está muito difícil”.

Por seu lado, Oseias José Monteiro, estudante de medicina, diz estar à procura de emprego há mais de três anos. “Estou a fazer Medicina e já procurei emprego desta área não consegui, noutras também não consegui e estou assim há quase três anos”, conta.

Em reacção o director do Instituto Nacional da Juventude Cláudio Aguiar afirma que o Executivo angolano tem estado a trabalhar para reduzir ao máximo o fenómeno do desemprego.

“É aposta do Executivo e por isso temos estado a ouvir sobre a criação de vários centros de formação profissional porque o jovem para trabalhar tem que ter uma formação”, explicou Aguiar que aponta as bolsas de estudo como uma forma de combater o desemprego.

As declarações de Cláudio Aguiar foram feitas ontem, 2, na abertura das comemorações do 14 de Abril, dia da juventude, uma data contestada até ao momento por várias organizações juvenis.

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