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José Mário Vaz e Domingos Simões Pereira: o desmoronar de uma aliança

  • Lassana Casamá

José Mário Vaz, Presidente, e Domingos Simões Pereira, primeiro-ministro da Guiné-Bissau

José Mário Vaz, Presidente, e Domingos Simões Pereira, primeiro-ministro da Guiné-Bissau

Análise do sociólogo Dautarin Monteiro da Costa.

O processo de nomeação do novo primeiro-ministro da Guiné-Bissau está em andamento.

Enquanto o PAIGC prepara para apresentar a seu candidato, que segundo o próprio presidente do partido maioritário será o primeiro-ministro demissionário Domingos Simões Pereira, os cidadãos aguardam os próximos capítulos dessa crise política.

Os guineenses não escondem as suas inquietações face à situação de paralisia do aparelho do Estado.

Em Bissau, a VOA ouviu opiniões de alguns cidadãos nacionais que revelam alguma preocupação.

Entretanto, nos diversos meios do país, pergunta-se o que terá passado entre José Mário Vaz e Domingos Simões Pereira e que levou o Presidente a demitir o Governo.

O sociólogo Dautarin Monteiro da Costa avaliou o percurso político de José Mário Vaz em três narrativas ou momentos diferentes.

Num primeiro momento, que remota ao período eleitoral, segundo Dautarin Monteiro da Costa, o Presidente apresentava-se como uma figura politicamente aceitável, porquanto importava citados famosos slogans, como "homem de 25", ou seja que enquanto ministro das Finanças pagava o salário no dia 25 de cada mês e "Dupla JOMAV e DSP, slogans que estavam a ser sustentados pela máquina política do PAIGC, enquanto partido que o apoiou na corrida à Presidência.

Cronologicamente, a segunda narrativa, disse o sociólogo, consta do discurso do Presidente da República na cerimónia de tomada de posse do Governo há um ano.

Na terceira narrativa, figura o momento-chave da crise de relação institucional entre o Chefe de Estado, José Mario Vaz, e o Chefe do Governo, Domingos Simões Pereira, sustenta ainda Monteiro da Costa:

Acompanhe a reportagem desde Bissau:

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