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José Eduardo dos Santos defende diálogo para solucionar crises em África

  • Redacção VOA

José Eduardo dos Santos, Presidente de Angola

José Eduardo dos Santos, Presidente de Angola

Na cimeira dos Grande Lagos, o Presidente angolano condena governos que resultem de processos eleitorais anticonstitucionais.

O Presidente angolano voltou a manifestar nesta quarta-feira, 26, a vontade de Angola em apoiar os esforços tendentes à paz e estabilidade na República Democrática do Congo, n República Centro Africana, Burundi e no Sudão do Sul.

Ao intervir na 7ª reunião de Alto Nível do Mecanismo de Supervisão Regional do acordo-quadro para a Paz, Segurança e Cooperação para a República do Congo e a Região dos Grandes Lagos, que decorre em Luanda, José Eduardo dos Santos condenou o mais recente ataque terrorista no Quénia.

Santos insistiu na necessidade do diálogo para se dirimirem as diferenças entre os governos e outras forças internas e saudou o recente acordo entre o Executivo da RDC e algumas sensibilidades da oposição.

No seu discurso, o Presidente angolano insistiu no facto de que o continente não deve reconhecer Governos que resultem de processos eleitorais anticonstitucionais e deu sinais de que também desaprova a intervenção de entidades, como o Tribunal Penal Internacional, nas questões internas de África.

Instado a comentar o discurso do Presidente angolano pela VOA, o analista Carlos Cambuta considera que o interesse de Luanda na pacificação da região dos Grandes Lagos tem a ver com a necessidade de garantir a segurança das fronteiras com a RDC.

Cambuta defende, contudo, que o Presidente José Eduardo dos Santos devia convidar a sociedade civil angolana a participar em eventos como a presente cimeira por forma a perceber melhor o processo e dar a sua contribuição nesse esforço político e diplomático do país.

“O Governo de Angola devia alargar esta discussão com a sociedade civil angolana no sentido até de esclarecer algumas dúvidas”, concluiu.

A cimeira de Luanda foi marcado pela ausência dos principais opositores do Presidente da RDC Joseph Cabila e dos presidentes do Ruanda, Burundi e Sudão do Sul.

Entretanto, marcaram presença o enviado especial do secretário-geral das Nações Unidas para a Região dos Grandes Lagos, Said Djinnit, o rei III Mswati do Reino da Suazilândia, nas vestes de presidente em exercício da SADC, o Chefe de Estado do Tchad e presidente em exercício da União Africana, Idriss Deby e os presidentesdo Congo, Denis Sassou Nguesso,da Zâmbia, Edgar Lungu e da RDC, Joseph Kabila.

A CIRGL é constituída por Angola, Burundi, Zâmbia, República Democrática do Congo (RDC), República Centro Africana (RCA), República do Congo, Quénia, Uganda, Rwanda, Sudão do Sul, Sudão e Tanzânia.

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