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Jornalistas moçambicanos pedem estatuto e carteira profisional

  • Ramos Miguel

Sindicato celebra 39 anos de criação

Profissionais denunciam perseguições e pobreza do sector

Na celebração do 39o. aniversário da criação do Sindicato Nacional de Jornalistas em Moçambique, os profissionais da comunicação social denunciam perseguições e apelam à aprovação do Estatuto e da Carteira Profissional do Jornalista.

O dia 11 de Abril está a ser assinalado por debates sobre os desafios do jornalismo em Moçambique, com os profissionais a considerarem que apesar da aprovação, há cerca de dois anos, da Lei do Direito de Acesso à Informação, o exercício da profissão continua difícil.

Para o jornalista Marcelo Mosse, o problema da pobreza do jornalismo moçambicano não se resolve com leis.

Mosse destaca que "para haver bom jornalismo, dependemos de ter mais capacidade, mais competência e menos preguiça".

Os jornalistas denunciam perseguições e lamentam a falta de investigação a casos relacionados com baleamentos de colegas.

"É uma situação lamentável porque quando um jornalista é baleado, não se faz uma investigação muito aprofundada", afirma o jornalista António Chimundo.

Entretanto, o que preocupa mais o sindicato é o surgimento de indivíduos que se fazem passar por jornalistas, quando não o são e mancham a classe.

O secretário-geral do Sindicato Nacional de Jornalistas, Eduardo Constantino, aproveita as celebrações de hoje para apelar às autoridades, aaprovarem o Estatuto do Jornalista e da Carteira Profissional.

Constantino considera que "estes instrumentos são importantes para resolver os problemas com que se debate a classe jornalística moçambicana".

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