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Jornalistas violentados pela polícia anti-motim em Luanda

  • Redacção VOA

Polícia de Intervenção Rápida de Angola agindo contra manifestantes (Arquivo)

Polícia de Intervenção Rápida de Angola agindo contra manifestantes (Arquivo)

Rafael Marques, Alexandre Neto, Coque Mukuta e mais sete jovens organizadores de uma manifestação, foram detidos pela Polícia de Intervenção Rápida pouco depois da suspensão esta Sexta-feira do julgamento dos autores do protesto desmantelado ontem em Luanda.

Ao todo foram 11 pessoas detidas nesta tarde por volta das 14 horas locais em Luanda, pela PIR e submetidas a violência polícial durante 5 horas.


Inicialmente tinham sido detidos os 3 jornalistas e os 7 dos jovens organizadores da desmantelada manifestação anti-governamental de Quinta-feira. Segundo os jornalistas, eles foram presos já no exterior do tribunal, pouco depois da suspensão do julgamento pela juiza do processo, Josefina Pedro.


De acordo com os jornalistas à saida do tribunal decidiram fazer uma pausa para conversar com os jovens que tinham beneficiado de soltura sob termo de identidade e de residencia, quando foram surpreendidos por uma coluna da Polícia de Intervenção Rápida que os deteve e conduziu ao posto policial.


Foi no caminho para a esquadra, que os polícias acabariam por deter a 11ª vítima. Tratou-se de um jovem que se encontrava no seu escritório num prédio nas cercanias e que esteve a tirar fotografias da cena de detenção.

Durante a prisão que durou cinco horas, os jornalistas disseram que foram alvos de violência por parte do comandante da unidade policial como tambem de alguns agentes.

No final do cativeiro, a instituição policial pediu desculpas aos 3 jornalistas e sugeriu que se quisessem poderiam fazer participação do caso a polícia judiciária.

Pelo menos até ao final de publicação desta notícia não se sabia da sorte que iriam ter os 7 jovens que àquela altura continuavam novamente detidos.

Os jovens tinham convocado uma manifestação para a Quinta-feira em Luanda, mas o protesto acabou por ser desmantelado pelas forças de segurança que não permitiram a concentração dos aderentes, tendo preso alguns dos protagonistas da acção e disperso o resto dos que tinham comparecido.

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