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Jornalista e activistas detidos admitem processar responsáveis de Calomboloca

  • Coque Mukuta

Rafael de Morais - SOS Habitat, Angola

Rafael de Morais - SOS Habitat, Angola

Retidos por 10 horas, não receberam os seus pertences.

O jornalista Nelson Sul d´Angola, correspondente da Voz da Alemanha em Angola, e mais quatro activistas de uma comitiva do Grupo de Apoio aos Presos Políticos Angolanos (GAPPA), que foi visitar alguns activistas detidos naquela prisão desde Junho, já se encontram em liberdade. Depois de estarem “retidos”, segundo as autoridades por cerca de 10 horas, foram libertados por volta das 22 horas de ontem.

Rafael de Morais, da associação SOS-Habita e porta-voz do grupo, que também esteve retido na prisão, disse à VOA que até ao momento estão sem os seus computadores, telefones e máquinas fotográficas que lhes foram retirados pelos guardas. Ele acusa os serviços prisionais de terem retirado 100 dólares da bolsa de um dos elementos do grupo.

O activista afirmou ainda que o grupo está a ponderar avançar com um processo-crime contra as autoridades da cadeia de Calomboloca por terem sido detidos de forma irregular.

Entretanto, Nelson Sul da Angola, jornalista que tirou as fotografias no exterior da cadeia de Calomboloca, disse não compreender a atitude das entidades no local.

Reiterou que regressou à cadeia hoje, mas as autoridades não lhes devolveram o material apreendido ontem.

“Estamos a regressar e não sabemos se amanhã vão devolver os nossos haveres ou não”, disse.

Recorde-se que os quatro activistas angolanos - Rafael Morais e Pedro Narciso, da SOS Habitat, e João Malivendele e Jesse Lufendo, da Omunga - deslocaram-se ontem à cadeia de Calomboloca para visitar alguns dos activistas do auto-denominado Movimento Revolucionário presos há mais de um mês.

Acompanhados pelo jornalista Nelson Sul d´Angola, os cinco foram retidos, segundo as autoridades, mas impedidos de visitar os presos.

Foram libertados por volta das 22 horas.

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