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Joaquim Chissano faz mea culpa por não ter desarmado a Renamo

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Joaquim Chissano ex-Presidente de Moçambique

Joaquim Chissano ex-Presidente de Moçambique

O antigo presidente de Moçambique diz que o MDM tem mostrado alguma pujança mas ainda tem muito a fazer para alcançar a abrangência da Renamo.

Joaquim Chissano assumiu ontem, 11, parte da culpa pelo facto da Renamo, o maior partido político na oposição, continuar com uma facção armada, contrariando o espírito do Acordo Geral de paz de Roma, que estabelecia o desarmamento total doentão movimento “rebelde”.

Na Grande Entrevista transmitida na Stv, Chissano considera que a conquista da paz foi o seu maior orgulho, mas assume que o não desarmamento da Renamo foi o seu “maior erro” ao longo da sua governação.

“Foi excesso de confiança termos permitido que a Renamo ficasse com armas. Quando começamos a agir, a Renamo já tinha criado uma filosofia para se manter com armas” disse Chissano durante a entrevista.

Mesmo após perceber a filosofia de Afonso Dlhakama, Chissano diz ter optado pela persuasão, ao invés da força, por forma a evitar que o país regressasse a um novo estágio de guerra.

“Nós não sabíamos quantos homens, quantas armas escondidas a Renamo tinha. Preferimos jogar com o tempo, com a persuasão, com aproximação, e isso durou esses anos todos”frisou o antigo chefe do Estado.

O antigo Presidente da República considera também que a Renamo ainda não esgotou a sua vitalidade política e é um partido a ter em conta nas próximas eleições, agendadas para 15 de Outubro.

Apesar do MDM ter mostrado alguma pujança nas últimas autarquias, ainda tem muito a fazer para alcançar a abrangência da Renamo, segundo Chissano: “A Renamo tem ja uma certa máquina no terreno e eu penso que ainda há muita força da Renamo. Portanto nós devemos tomar isso em consideração”, disse Chissano durante a entrevista à Stv.

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